Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

BNDES tem R$ 60 bilhões para financiar projetos este ano

Quinta, 10 de Março de 2005 às 16:12, por: CdB

O diretor de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Antonio Barros de Castro, disse hoje, na Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, que o Banco será um importante ator na fase B do novo ciclo de crescimento da economia, ligada à "operacionalização da máquina".

A atual etapa do crescimento em curso, especialmente pela indústria, visa ao aumento da produtividade da estrutura existente. Os investimentos em máquinas e equipamentos, superiores aos investimentos em instalações, é prova desse movimento e significa que as empresas estão aproveitando mais intensamente capital pré-existente, procedendo à modernização da estrutura de produção, informou.

Castro relatou que o BNDES tem uma carteira de R$ 122 bilhões, patrimônio líquido de R$ 14 bilhões e patrimônio de referência em torno de R$ 21 bilhões. Os desembolsos da instituição efetuados entre 2000 e 2003 permaneceram constantes, elevando-se em torno de 7% em 2004, quando foram liberados cerca de R$ 40 bilhões.

Para este ano o Conselho e a diretoria do Banco fixaram desembolsos de R$ 60 bilhões, o que chegou a receber críticas de vários segmentos, lembrou Castro. Ele esclareceu, porém, que "a história caprichou na surpresa" e hoje a demanda prevista para o exercício é de R$ 60 bilhões. Entre pedidos enquadrados, em análise, aprovados e contratados, a instituição já tem 70% daquele total, o que representa uma demanda firme. Os restantes 30% seriam projetos em consulta.

O alcance dessa meta corresponderia a uma expansão de 50% em termos nominais em relação a 2004, disse Castro, garantindo que "o Banco está empenhado nisto". Essa demanda nova tem como destaques os grandes projetos que estão retornando ao banco e empresas candidatas ou mesmo iniciando projetos estruturantes, alguns dos quais de valor acima de U$1 bilhão.

O BNDES também está interessado este ano em dar atenção a projetos inovadores que introduzem riscos que não podem ser analisados da forma padrão, além de reforçar o apoio às micro, pequenas e médias empresas via agente financeiro ou por meio dos chamados Arranjos Produtivos Locais (APLs).

A participação do segmento das micro e pequenas empresas no total de desembolsos efetuado pelo BNDES passou de 19% em 2000 para 32% em 2004, ressaltou Castro. O Banco priorizará ainda este ano o apoio à internacionalização das empresas brasileiras, por meio da exportação de produtos e serviços. O Gasoduto Sul Patagônia-Buenos Aires é um bom exemplo desse apoio a empresas nacionais no exterior, apontou Castro.

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