O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou 2004 com desembolsos de R$ 40 bilhões, 14% a mais que no ano anterior. O resultado deixou no caixa da instituição pelo menos R$ 7 bilhões, já que o banco previa liberar R$ 47 bilhões no ano passado.
Guido Mantega, que assumiu o comando do BNDES no fim de 2004, já admitiu que precisa acelerar a liberação de recursos em geral. A lentidão nos desembolsos teria sido um dos motivos que levaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a demitir Carlos Lessa, antecessor de Mantega.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, a instituição informou que ajudaram o resultado o aumento de mais de 50% nas liberações para os setores de infra-estrutura (R$ 15,1 bilhões) e de agropecuária (R$ 6,9 bilhões).
Em financiamento a exportações, o banco desembolsou US$ 3,8 bilhões de dólares no ano passado, 4% a menos do que em 2003. No ano passado, do total desembolsado pelo BNDES, 32% foram destinados às micro, pequenas e médias empresas, ou R$ 12,5 bilhões. Isso significa crescimento de 25% sobre o resultado de 2003.
- Esse resultado demonstra a prioridade dada às empresas de menor porte, que têm importante papel para a geração de emprego e renda no Brasil - explicou o banco na nota.
O Bradesco foi o agente financeiro que mais desembolsos fez em 2004, com total de R$ 3,1 bilhões. Em seguida vieram o Banco do Brasil (R$ 3 bilhões), Unibanco (R$ 1,6 bilhão) e Safra (R$ 1,3 bilhão).
Para 2005, a meta do BNDES é desembolsar R$ 60,8 bilhões, o que seria o recorde histórico do banco.