O banco BMG divulgou nota nesta quinta-feira na qual nega as acusações feitas pelo advogado Bruno de Miranda Lins, de que teria pago propina a parlamentares para a concessão de crédito consignado.
Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal em setembro de 2006, o advogado acusa o lobista Luiz Garcia Coelho de operar para diversos políticos do PMDB, entre os quais Renan Calheiros, com recursos desviados de ministérios. Lins também acusou Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, e o deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) de envolvimento nas irregularidades.
Os parlamentares teriam beneficiado o BMG e em troca, o banco teria pago propina aos integrantes do esquema. Em entrevista à revista Época, Lins disse que Coelho teria montado um esquema de arrecadação de dinheiro para Renan em ministérios controlados pelo PMDB, como a Previdência e a Saúde.
Ele não especificou desde quando o esquema estaria em funcionamento. Afirmou que ele próprio foi buscar pessoalmente em pelo menos seis ocasiões o dinheiro da suposta propina em sacolas de dinheiro; numa delas, no BMG, teria pego R$ 3 milhões.
Em 2006, o deputado Bezerra foi condenado pelo Tribunal de Contas da União por supostamente ter beneficiado o BMG no programa de crédito consignado do INSS. O TCU aplicou multa de R$ 15 mil a ele.
O lobista Coelho é pai de uma funcionária que trabalha no gabinete de Renan, e ela é ex-mulher de Lins. O advogado prestou depoimento em meio à sua separação litigiosa, e a defesa dos parlamentares alega que por isso as acusações devem ser desacartadas.
BMG nega pagamento de propina a parlamentares
Quinta, 06 de Setembro de 2007 às 16:18, por: CdB