Rio de Janeiro, 06 de Agosto de 2026

Blocos de rua seguem como vedetes do carnaval carioca

O carnaval de rua segue como a grande vedete da folia, na terra do samba. Arrasta desde multidões, nos blocos maiores, como o Cacique de Ramos, que sempre lota a Avenida Rio Branco, na noite de segunda-feira, até pequenos grupos de foliões nos pequenos, como o Maracangalha, que desfilou na noite passada pelas ruas de Botafogo.

Segunda, 07 de Março de 2011 às 05:36, por: CdB
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O carnaval de rua segue como a grande vedete da folia, na terra do samba. Arrasta desde multidões, nos blocos maiores, como o Cacique de Ramos, que sempre lota a Avenida Rio Branco, na noite de segunda-feira, até pequenos grupos de foliões nos pequenos, como o Maracangalha, que desfilou na noite passada pelas ruas de Botafogo. Um dos coordenadores do Maracangalha, ao final do discurso, em frente à Cobal do Humaitá, pediu licença aos foliões para falar sério e xingou o prefeito do Rio, Eduardo Paes, junto com todos os organizadores dos blocos de rua. Ele estava revoltado pela total falta de infraestrutura, como segurança aos foliões, que disputaram lugar com os carros na Rua São Clemente, e banheiros químicos. Meio século Na Avenida Rio Branco, nesta segunda-feira, o Cacique de Ramos comemora seus 50 anos de fundação. A concentração, às 19 horas, obedece o mesmo horário desde o dia 20 de janeiro de 1961. O bloco tem como padroeiro São Sebastião,  também padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. O presidente do Cacique de Ramos, Ubirajara Felix do Nascimento, o Bira, lembrou que do tradicional bloco carioca saíram vários expoentes da música nacional, como os cantores e compositores Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Arlindo Cruz e Dudu Nobre, e os grupos Fundo de Quintal e Molejo, entre outros. “O Cacique não é só carnaval. É música”, disse em entrevista à Agência Brasil. O Cacique de Ramos é o único bloco que desfila durante três dias seguidos na Avenida Rio Branco. A folia, que começou na véspera, só termina nesta terça-feira, garantiu Bira. Para não fugir à tradição, ele disse que muita gente vai vestida de índio. – Fantasiadas são mais de 6 mil pessoas. O povo entra atrás. Toma conta da avenida toda. É muita gente – disse. A bateria integrada por mais de 80 homens vai tocar sambas que foram sucessos na história do Cacique de Ramos, entre os quais Vou Festejar e Coisinha do Pai. Para Bira, a agremiação é um patrimônio cultural do Rio de Janeiro.
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