Bloco propõe audição do Secretário de Estado da Cultura sobre a “situação de impasse” em que se encontra a Capital Europeia da Cultura (CEC) Guimarães 2012. Para o Bloco, o modelo fundacional adoptado para gerir a CEC “revelou-se totalmente inadequado”.Artigo |19 Julho, 2011 - 06:27Para o Bloco é necessário esclarecer as “indicações” que serão dadas ao representante da secretaria de Estado para a reunião extraordinária do Conselho Geral da Fundação, onde o Estado tem assento.
O Bloco sublinha «que tem vindo a denunciar os sucessivos erros da Fundação» e que tanto a Câmara Municipal de Guimarães como a secretaria de Estado da Cultura não podem «iludir responsabilidades na resolução do impasse a que se chegou».
No comunicado dado a conhecer esta segunda-feira, o Bloco defende que “os estatutos da Fundação Cidade de Guimarães retiram ao Estado capacidade de intervenção na defesa do interesse e património públicos” mas relembra que estes atribuem ao Conselho Geral a responsabilidade de “fiscalizar a acção do Conselho de Administração e mesmo, se se justificar, destituir os seus membros”.
Perante a retirada de “confiança”, por parte do presidente da autarquia vimaranense, António Magalhães, à líder do conselho de administração da Fundação Cidade de Guimarães, e as inúmeras queixas sobre os atrasos no projecto que poderão pôr em causa, inclusive, os apoios comunitários, Jorge Sampaio, presidente do Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães, convocou, entretanto, para a próxima sexta-feira, uma reunião extraordinária deste órgão. A ordem de trabalhos desta reunião “incidirá sobre a avaliação, e suas consequências, do desempenho dos membros do Conselho de Administração da Fundação”.
Para o Bloco é necessário esclarecer as “indicações” que serão dadas ao representante da secretaria de Estado para a reunião extraordinária do Conselho Geral da Fundação, onde o Estado tem assento.