Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Bloco exige aplicação na Madeira da lei das incompatibilidades

Francisco Louçã afirmou hoje que o primeiro-ministro tem de dar respostas objetivas sobre o escândalo das contas da Madeira e sublinhou ...

Domingo, 18 de Setembro de 2011 às 04:29, por: CdB
madeira.jpg
Francisco Louçã afirmou hoje que o primeiro-ministro tem de dar respostas objetivas sobre o escândalo das contas da Madeira e sublinhou: - Espero que da reunião com o Presidente da República saia a certeza de que vai acabar agora, que não vai durar mais um ano sequer, o regime extraordinário de proteção da proximidade e da promiscuidade entre cargos públicos e interesses empresariais na ilha da Madeira -. Em conferência de imprensa, o Bloco de Esquerda pronunciou-se, neste domingo, sobre o escândalo das contas falsificadas na Madeira. Francisco Louçã exigiu que Passos Coelho dê respostas objetivas e que da reunião entre o Presidente da República e o Primeiro-ministro, que terá lugar nessa segunda feira, seja feita uma especificação das dificuldades financeiras que a Região Autónoma da Madeira coloca a todo o país e que fazem com que Portugal “passe uma vergonha” a nível internacional “pela falsificação das contas da Madeira”. Francisco Louçã afirmou: - São precisas soluções e uma das mais importantes, além de se saber quem ficou com o dinheiro, é impedir que continue um regime que desafia a Constituição e que permite que responsáveis políticos votem partes do Orçamento Regional para si próprios. Uma lei de incompatibilidades entre o exercício dos cargos públicos e os interesses privados é indispensável para a higiene política da Madeira -. O coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda referiu que - na Madeira, nos últimos dois anos, foi detectado um desvio de € 1.600 milhões - um desvio total que seria na ordem do país inteiro de cerca de € 60 milhões - e salientou que na Madeira, - o endividamento por pessoa é o dobro daquele que sofre o conjunto da economia nacional -. Francisco Louçã exigiu ainda que a situação que se passa na região autónoma termine:  - Espero que da reunião, do primeiro ministro, com o Presidente da República saia a certeza de que vai acabar agora, que não vai durar mais um ano sequer, o regime extraordinário de proteção da proximidade e da promiscuidade entre cargos públicos e interesses empresariais na ilha da Madeira. Isso não acontece em mais nenhum lugar do país, mas na Madeira a lei permite que um responsável político aprove um orçamento para si próprio, para as empresas que dirige ou para os setores econômicos que lhe interessam -.
Tags:
Edições digital e impressa