O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, reafirmou nesta sexta-feira sua lealdade ao presidente dos EUA, George W. Bush, e disse que não mudará seus planos para o Iraque, rejeitando assim a pressão dos parlamentares de seu partido, o Trabalhista, para que se distancie do líder americano.
As declarações de Blair foram feitas em entrevista ao jornal britânico "The Independent", a primeira dele desde que o escândalo de abusos contra prisioneiros iraquianos cometidos por soldados americanos e britânicos veio à tona.
"A coisa mais importante é trabalhar com nossos parceiros da coalizão para restabelecer a segurança no Iraque e permitir que os próprios iraquianos sejam capazes de mantê-la, que é o que eles querem", disse Blair.
"Se conseguirmos isso, será uma grande vantagem para a segurança não apenas na região mas para todo o mundo", acrescentou.
Blair admitiu que a coalizão enfrenta temos difíceis no Iraque, mas descartou a possibilidade de abandonar os EUA, seu principal aliado na luta antiterror.
"Não devemos criar complicações para nosso principal aliado quando enfrentam grandes dificuldades", afirmou o líder britânico.
"Atravessamos um período difícil. Apesar das coisas espantosas relativas aos prisioneiros, tentamos colocar o Iraque caminhando novamente com os próprios pés".
O premier disse que continuará no posto, rebatendo rumores sobre sua possível renúncia após o escândalo de torturas cometidas por soldados britânicos e americanos contra presos iraquianos. A popularidade de Blair despencou devido ao seu apoio incondicional a Bush na guerra ao Iraque.