O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, telefonou para líderes de vários países nesta segunda-feira a fim de obter um acordo sobre uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) a respeito do Líbano, no momento em que aumentam as pressões devido à forma como o dirigente tem agido diante da crise.
A oposição dos libaneses a um esboço de resolução, apresentado por franceses e norte-americanos com o objetivo de suspender a guerra entre Israel e a guerrilha Hezbollah, adiou a votação do texto em Nova York.
Blair - que adiou o início de suas férias para tentar um acordo por meio dos contatos telefônicos - continuava a conversar com participantes importantes das negociações na ONU.
- Reconhecemos os pontos que preocupam os dois lados, estamos lidando com os dois países que possuem diferenças bastante profundas e o primeiro-ministro trabalha para aproximá-los - afirmou uma porta-voz de Blair quando questionada sobre a resistência do Líbano ao projeto de resolução.
- O primeiro-ministro está comprometido em conseguir a aprovação, o mais cedo possível, de uma resolução - disse.
Nos últimos dias, Blair conversou com os presidentes dos EUA, George W. Bush, da França, Jacques Chirac, e da Rússia, Vladimir Putin, e com os primeiros-ministros do Líbano, Fouad Siniora, e de Israel, Ehud Olmert.