O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, provavelmente dará lugar ao atual ministro das Finanças do país, Gordon Brown, em algum momento do próximo ano, disseram analistas entrevistados pela Reuters.
A substituição aconteceria provavelmente depois da realização de um plebiscito a respeito da nova Constituição da União Européia (UE).
A insatisfação com Blair pelo fato de ele ter dado apoio aos EUA na guerra contra o Iraque custou ao Partido Trabalhista, liderado por ele, um grande número de cadeiras no Parlamento, para o qual houve eleições na semana passada.
Isso, somado à popularidade cada vez menor do dirigente, deve tornar difícil o cumprimento da promessa feita por Blair de exercer até o final seu terceiro mandato.
De 15 analistas entrevistados pela Reuters nesta semana, nove disseram que Blair provavelmente renunciará no ano que vem, depois do plebiscito, previsto para acontecer na primeira metade de 2006. Seis afirmaram que ele deixaria o poder em 2007 ou 2008.
Mas a renúncia do premiê não deve provocar uma grande disputa pela liderança do Partido Trabalhista.
Ao invés disso, segundo analistas, a passagem de poder deve ser tranquila -- Blair seria substituído por Brown.
- A coisa vai se parecer mais com uma coroação do que com uma disputa - afirmou Colin Hay, da Universidade de Birmingham.
- A única circunstância em que prevejo um outro resultado é se a situação econômica piorar muito e se Brown acabar associado a isso.
Todos os analistas disseram ser altamente provável que o ministro das Finanças substitua Blair no cargo de premiê.
- Não acho que nenhum outro nome seria considerado seriamente - disse Steven Fielding, da Universidade de Stanford.
Caso a sucessão aconteça como se prevê, Brown seria substituído na direção do Ministério das Finanças ou por seu assessor, Ed Balls, ou pelo ministro Alistair Darling (Transportes) ou pela ministra Ruth Kelly (Educação).
Segundo analistas, devido à redução da bancada trabalhista no Parlamento, Blair enfrentará problemas para ver efetivadas algumas de suas promessas de campanha.
Blair pode dar lugar a sucessor já em 2006, dizem analistas
Sexta, 13 de Maio de 2005 às 11:50, por: CdB