Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Blair justifica guerra em carta a pai de militar morto

Domingo, 04 de Julho de 2004 às 06:14, por: CdB

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, voltou a justificar a guerra no Iraque em carta de quatro páginas que enviou ao pai de um membro da polícia militar do Reino Unido que morreu em junho de 2003 em um ataque iraquiano.

Na carta manuscrita, Blair diz a Reg Keys que seu filho Tom, de 20 anos, morreu "por uma causa justa e importante, pela qual as próximas gerações estarão agradecidas".

A carta, reproduzida hoje pelo jornal "News of the world", é uma resposta a outra que Keys fez chegar ao primeiro-ministro.

"Posso me equivocar como qualquer outro ser humano e minha opinião foi de que a guerra era o correto a se fazer e o que motivou o desdobramento das tropas britânicas", admite Blair.

"Era um julgamento importante no qual minha obrigação era acertar", acrescenta Blair.

Tom Keys morreu junto com outros cinco policiais em 24 de junho de 2003 quando a delegacia em que se encontravam foi atacada por 400 iraquianos, na localidade de Al Majar Al Kabir, ao norte de Basra.

Em sua carta, Blair não deixa de defender a decisão de atacar o Iraque e inclusive inclui uma cópia do relatório que foi apresentado pelo inspetor de armas americano David Kay.

Blair destaca que, embora o relatório reconheça que não foram encontradas armas de destruição em massa no país árabe, diz também que Saddam Hussein, o presidente iraquiano deposto, continuava com seus programas, por isso "era necessário agir".

Reg Keys agradeceu a carta de Blair, mas insistiu que o primeiro-ministro deveria "se desculpar".

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