O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, anunciou nesta quarta-feira novas propostas de campanha que, segundo espera, o ajudarão a fazer história levando o Partido Trabalhista a conquistar um terceiro mandato consecutivo à frente do país.
Em um manifesto eleitoral de mais de 100 páginas, a legenda deu destaque para a promessa de preservar a estabilidade econômica - o fator em que Blair aposta para reverter a insatisfação gerada pela guerra contra o Iraque.
Os trabalhistas também prometeram manter as pressões sobre o Irã e a Coréia do Norte devido a seus programas nucleares e lamentaram a persistência da violência no território iraquiano.
-Lastimamos a perda de vidas de civis inocentes e das forças de coalizão na guerra no Iraque e o terrorismo subsequente. Mas a carnificina promovida por Saddam (Hussein, ex-presidente iraquiano) está encerrada. Muitas pessoas discordaram da ação tomada. Respeitamos e entendemos seus pontos de vista. Mas agora deveríamos todos nos unir para dar apoio à frágil democracia no Iraque - disse o partido.
Pesquisas de opinião mostram que Blair deve vencer as eleições de 5 de maio, apesar de os conservadores (oposição) estarem a apenas alguns pontos percentuais atrás dele.
Blair e o ministro das Finanças da Grã-Bretanha, Gordon Brown, colocaram de lado suas desavenças constantes a fim de fazerem campanha juntos. O premiê prometeu que Brown continuará em seu cargo depois de 5 de maio, tentando capitalizar em cima da estabilidade econômica.
Mas os sucessos do governo britânico na área viram-se minados nesta quarta-feira, quando foram divulgados dados indicando um aumento nos pedidos de auxílio-desemprego, o maior dos últimos dois anos. Nesse mesmo dia, famílias de operários da montadora de carros MG Rover, falida, protestaram diante do gabinete do dirigente.