O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, viaja nesta sexta-feira para Washington, onde irá se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.
Blair vem sofrendo crescente pressão da opinião pública britânica e no seu próprio partido para que adote uma posição distinta à de Washington, que tem se recusado a pedir um cessar-fogo imediato no Líbano.
De acordo com representantes do governo britânico, o encontro dos dois líderes deverá se concentrar na formulação de uma resolução urgente sobre a crise no Líbano para ser apresentada na ONU.
Essa seria uma maneira de amainar as críticas sofridas por Blair por seu apoio à diplomacia americana, que atribui o conflito no Líbano ao Hezbollah e aos países que dão apoio à milícia islâmica - o Irã e a Síria.
Denúncia
As pressões sobre Blair aumentaram ainda mais nos últimos dias, após a denúncia de que aviões americanos que transportavam bombas para Israel teriam pousado para reabastecimento em um aeroporto na Escócia.
A ministra das Relações Exteriores britânica disse que fará um protesto formal caso seja comprovado que as aeronaves americanas não tinham autorização para transportar os armamentos via Grã-Bretanha.
O breve encontro dos dois líderes terá uma agenda cheia. Blair e Bush irão discutir ainda temas ligados ao Iraque, Irã, Afeganistão, a crise na região sudanesa de Darfur e acordos de livre comércio.
Após a reunião na Casa Branca, Blair irá à Califórnia onde irá participar da conferência anual do conglomerado de mídia News International, do magnata da comunicação Rupert Murdoch.