Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Blair critica Schroeder e Chirac e diz que não aceita imposições

Sexta, 18 de Junho de 2004 às 06:39, por: CdB

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, criticou na sexta-feira o dirigente da Alemanha, Gerhard Schroeder, e o da França, Jacques Chirac, afirmando que os dois não poderiam obrigar seus parceiros da União Européia (UE) a aceitar suas imposições.

"Estamos diante de uma Europa com 25 integrantes, não seis ou dois ou um", afirmou o porta-voz do premier. "É uma infelicidade que ontem (quinta) o presidente Chirac tenha optado por atacar nossa posição antes que as negociações tivessem realmente começado."

Segundo o porta-voz, a Grã-Bretanha também discordava do que considerava ser uma tentativa do chanceler Schroeder de ligar a aprovação da primeira Constituição do bloco depois da recente expansão às discussões sobre a escolha do próximo presidente da Comissão Européia (Poder Executivo da UE).

Cinco horas de negociações travadas na quinta-feira não conseguiram resultar em um consenso sobre um dos ao menos oito nomes sugeridos para dirigir o órgão pelos próximos cinco anos.
Segundo Chirac, em declarações dadas antes daquelas negociações, o mais adequado seria que o próximo dirigente da Comissão viesse de um país com larga experiência na UE e com participação em todas as atividades do bloco, entre as quais a moeda única e o acordo de fronteira livre.

Isso deixaria de fora a Grã-Bretanha, a Dinamarca, a Irlanda, a Suécia e os dez países que ingressaram na entidade neste ano. A Grã-Bretanha recusou-se a dar apoio ao candidato da Alemanha e da França, o premiê belga, Guy Verhofstadt.A Itália, Portugal e a Grécia também se opuseram.

O ministro britânico das Relações Exteriores, Jack Straw, afirmou acreditar que, agora, o político belga estava fora da corrida. A respeito da nova Constituição, o porta-voz de Blair mostrou um otimismo cauteloso."Há algumas mudanças que sentimos serem necessárias. Mas a Presidência irlandesa (a Irlanda ocupa atualmente a Presidência rotativa) fez um bom trabalho", afirmou.

Chirac havia dito que, em virtude da Grã-Bretanha, a UE não poderia coordenar, na profundidade desejada, suas políticas econômica e social.

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