O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, concordou na terça-feira com a realização de uma investigação sobre a atuação da inteligência britânica no caso das armas de destruição em massa no Iraque, poucos dias depois que Washington autorizou uma investigação do mesmo estilo.
- Eu acho justo darmos uma olhada nas informações que recebemos e se elas eram exatas ou não - disse Blair a um comitê parlamentar.
A linha oficial mantida até agora de que as armas seriam encontradas ficou insustentável depois das declarações de David Kay, ex-chefe da equipe norte-americana responsável pela busca de armas no Iraque. Kay disse não acreditar que o Iraque tenha estoques de armas ilícitas.
- O que temos que fazer é uma investigação sobre a inteligência e sobre possíveis discrepâncias - disse Blair. ''Não temos, na minha opinião, que investigar a decisão política de ir à guerra'', acrescentou.
Até agora, Blair havia resistido fortemente aos pedidos por um inquérito sobre a inexistência de armas proibidas no Iraque, meses depois que Saddam Hussein foi derrubado.