Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Bitcoin sofre revés na China mas cresce no Brasil, dizem analistas

Domingo, 13 de Abril de 2014 às 09:05, por: CdB
bitcoin.jpg
O bitcoin é uma moeda virtual, acessada no mundo todo
A moeda virtual bitcoin, que pretende inaugurar um novo tempo no mercado financeiro mundial, sofreu neste domingo um duro revés. Duas das maiores bolsas de bitcoin da China disseram que suas contas em alguns bancos do país serão fechadas pelas instituições na semana que vem. Diferentemente do dinheiro convencional, o bitcoin é gerado por computadores e não é apoiado por nenhum banco central ou governo, nem lastreado em ativos físicos. A Huobi.com disse em um comunicado publicado em seu site que o Banco Industrial e Comercial da China fechará suas contas em 18 de abril. No entanto, acrescentou que as contas em outros bancos até agora não foram afetadas. A rival BTC Trade disse em seu site que a divisão da cidade de Hangzhou do Banco de Agricultura da China irá congelar todas as carteiras de bitcoin em 15 de abril. As bolsas não informaram as razões para o encerramento. Representantes dos bancos não estavam imediatamente disponíveis para comentar. Espaço no Brasil Ao contrário da China, o bitcoin tenta ganhar espaço no Brasil como meio de pagamento, e bolsas que negociam a moeda virtual aproximam-se de varejistas do país oferecendo serviços com taxas inferiores às cobradas pelas empresas de cartão de crédito e débito. Criado em 2008 e independente de qualquer autoridade central, o bitcoin é uma moeda digital critptografada, cuja cotação girou em torno de R$ 1,1 mil nas últimas semanas. Estima-se que atualmente o bitcoin movimente mais de US$ 240 milhões por mês na maior bolsa do mundo, a BitStamp, com sede na Eslovênia. No Brasil, a maior bolsa da moeda virtual, Mercado Bitcoin, movimenta o equivalente a R$ 10 milhões mensais. Adotada mais frequentemente como uma nova forma de investimento ou para remessas de recursos ao exterior – principalmente por profissionais da área de tecnologia e do mercado financeiro –, o bitcoin é negociado por ao menos quatro bolsas no Brasil: Mercado Bitcoin, Bitcoin To You, Usecryptos e Bitinvest. Algumas delas, como o Bitcoin To You, estão iniciando conversas com grandes varejistas no Brasil para convencê-los a aceitar a moeda virtual e, com isso, economizar em taxas de transações, que chegam a 2,5% no caso do bitcoin ante 6% no caso das credenciadoras de cartões de crédito. Mesmo não sendo um meio de pagamento regulado, existem atualmente pelo menos 50 lojas e estabelecimentos de pequeno e médio portes que já aceitam bitcoins no Brasil, segundo sócios das principais bolsas. Na cidade de São Paulo, pelo menos dois bares já estão aceitando pagamento com a moeda digital. Criada em julho do ano passado, a Bitcoin To You movimenta R$ 1 milhão por mês em moeda virtual, tendo 5 mil usuários registrados. – Por enquanto, o bitcoin é usado mais como investimento. Mas esperamos que em pouco tempo a balança seja mais favorável para o lado do comércio, que é uma tendência mundial – disse Horta.
Tags:
Edições digital e impressa