Rio de Janeiro, 16 de Abril de 2026

Bispo Rodrigues presta depoimento à Polícia Federal

Ex-deputado federal e ex-bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Carlos Rodrigues, mais conhecido como Bispo Rodrigues, foi depor nesta quarta-feira, na Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). O delegado titular, Milton Olivier, tomou seu depoimento no inquérito que investiga corrupção no escândalo da Loterj, de 2003. (Leia Mais)

Quarta, 03 de Maio de 2006 às 08:49, por: CdB

Ex-deputado federal e ex-bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Carlos Rodrigues, mais conhecido como Bispo Rodrigues, foi depor na tarde desta quarta-feira na Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). O delegado titular, Milton Olivier, tomou seu depoimento no inquérito que investiga corrupção no escândalo da Loterj, de 2003. Rodrigues renunciou ao seu mandato de deputado em setembro do ano passado, depois de consultar colegas da Casa e constatar que seria cassado no Plenário da Câmara. Ele preferiu sair de cena discretamente, com uma carta de renúncia enviada à Mesa, em vez de ir à tribuna, como fez o presidente do PL, Valdemar Costa Neto (SP), que também renunciou ao mandato. Rodrigues foi o segundo do escândalo do valerioduto a renunciar ao mandato para evitar a cassação e a perda dos direitos políticos por um prazo de dez anos.

Rodrigues admitiu que errou ao receber R$ 400 mil das contas de Marcos Valério, mas alegou que era para cobrir gastos de campanha do PL no Rio de Janeiro. Ele disse ser justo pagar por esse erro, mas ponderou que isso é diferente de se submeter a um processo político que, na sua avaliação, é marcado pela hipocrisia.

Mesmo depois de reconhecer o erro, ele alega que, como presidente do PL fluminense, era sua obrigação arranjar recursos para os candidatos do partido.

Eleito pelo PL com o nome de Bispo Rodrigues, o deputado argumentou que não teria como enfrentar o processo, diante do preconceito que diz sofrer pelo fato de ser evangélico e ter sido pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo. Afastado da seita em 2004, por causa do escândalo envolvendo o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz, Rodrigues afirmou que não teria como se defender em um processo de quebra de decoro.

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