O Banco Mundial concederá até 7,5 bilhões de dólares nos próximos quatro anos ao Brasil dentro de seu programa de Estratégia de Assistência ao País (CAS), anunciou o organismo.
O diretor do Banco para o Brasil, Vinod Thomas, disse que o país "tem hoje uma chance sem precedentes de aumentar o bem-estar de seus cidadãos, especialmente dos pobres, de maneira sustentável".
A concessão de 7,5 bilhões de dólares entre os anos 2004 e 2007 provirá do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento, que faz parte do Banco Mundial.
A CAS para o Brasil anunciada hoje inicia, segundo o Banco Mundial, uma estratégia baseada nos objetivos e prioridades do plano plurianual do Governo (PPA), que estabelece metas para 2007 e 2015 acerca da competitividade e de um desenvolvimento ambiental sustentável, entre outros aspectos.
O Banco considera que o Brasil "conta com um potencial enorme e enfrenta grandes desafios". O Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu a adotar uma política fiscal rígida, a controlar a inflação e a pagar a dívida, sem deixar de melhorar o bem-estar da população.
Segundo Thomas, o Governo "vê nossa contribuição neste processo como não apenas financeira, mas também, e talvez mais importante, como um apoio para as reformas políticas e institucionais básicas".
A nova CAS prevê apoio ao acesso a serviços básicos, como a água e a rede de esgoto, em áreas rurais e urbanas, assim como a promoção de uma maior produtividade e investimentos em uma infra-estrutura mais eficiente e em um setor financeiro mais robusto.
O Banco também deve manter seus programas de empréstimos para áreas determinadas no Brasil, como o desenvolvimento humano e as reformas tributária e da previdência.
A instituição aprovou um empréstimo de 60 milhões de dólares ao estado de Tocatins que será destinado ao desenvolvimento rural.
O Brasil é um dos maiores clientes do Banco Mundial, com empréstimos totais no valor de 30 bilhões de dólares e uma carteira pendente de 8,4 bilhões.