Presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz apelou aos líderes de Argentina e Uruguai que renovem as conversações para encontrar uma solução negociada para a disputa envolvendo projetos de fábricas de celulose na região do rio que separa os dois países.
- Acredito firmemente que isso é possível se houver vontade para encontrar uma solução - disse Wolfowitz em comunicado após reunião com o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez.
Buenos Aires afirma que as fábricas prejudicarão o meio-ambiente, mas Montevidéu está ávido pela construção de plantas modernas, já que será o maior investimento privado da história do país.
Após meses de protestos do lado argentino da fronteira e de bloqueios de estradas, o braço financeiro do Banco Mundial no setor privado, o International Finance Corp. (IFC), adiou um investimento de 400 milhões de dólares nas fábricas em abril, à espera de novos estudos sobre o impacto das unidades.
A Argentina buscava a suspensão do financiamento, mas o IFC informou que continua suas avaliações sobre o projeto.