A força do crescimento mundial já atingiu seu pico, mas as boas condições econômicas e financeiras em quase todos os países emergentes devem se manter, afirmou o Banco Mundial (Bird) nesta quarta-feira. "Embora o crescimento deve declinar, essas economias (emergentes) devem crescer a uma taxa robusta e acima da tendência de 5,7% em 2005", disse o banco em seu relatório anual Desenvolvimento das Finanças Globais.
Liderados pela força da China, Índia e Rússia, as economias emergentes cresceram mais do que os países ricos em 2004, em 6,6%, segundo o documento. O avanço do Produto Interno Bruto (PIB) dos países ricos, na outra ponta, deve desacelerar para 2,5% este ano.
O Bird disse ainda não ver motivos para reduzir as projeções de crescimento econômico mundiais após o recente salto dos preços do petróleo.
- Vemos os preços inteiramente consistentes com nosso prognóstico para o ano todo, de US$ 42 em média. Há uma expectativa de que os preços do petróleo vão continuar altos no primeiro semestre e desacelerar no segundo - disse Andrew Burns, economista sênior do banco, à Reuters.
O relatório do banco alerta, no entanto, que o alto déficit em conta corrente dos Estados Unidos pode levar a movimentos desordenados das taxas de juros e de câmbio, resultando em uma desaceleração maior da expansão global, o que abateria as economias emergentes.
- Os países em desenvolvimento precisam se preparar para ajustes, alguns dos quais podem ser súbitos - disse Francois Bourguignon, economista-chefe do Bird.