Rio de Janeiro, 02 de Janeiro de 2026

Biocombustíveis brasileiros são exemplo para EUA, diz Obama

Presidenciável democrata norte-americano, Barack Obama disse que "o Brasil fez um excelente trabalho em estimular a sua indústria de combustíveis alternativos". acrescentou que "os Estados Unidos devem seguir esse exemplo". (Leia Mais)

Quinta, 15 de Março de 2007 às 07:22, por: CdB

Presidenciável democrata norte-americano, Barack Obama disse que ''o Brasil fez um excelente trabalho em estimular a sua indústria de combustíveis alternativos''. acrescentou que ''os Estados Unidos devem seguir esse exemplo''. Na semana passada, Obama elogiou a cooperação entre Brasil e Estados Unidos na área de biocombustíveis, mas alertou para os riscos de que o país venha a substituir a sua dependência de petróleo importado pela dependência do etanol brasileiro.

Indagado sobre o que achava da proposta feita pelo governo brasileiro de que os Estados Unidos reduzam a taxa de US$ 0,54 (R$ 1,13) por galão cobrada sobre o etanol que o Brasil exporta para o país, o senador desconversou.

- Eu não vi os detalhes do acordo. É preciso ver os termos do acordo antes de comentar - afirmou, em referência ao memorando de cooperação na produção de etanol que Brasil e Estados Unidos firmaram durante a visita do presidente George W. Bush ao país.

Obama esteve entre os senadores que apoiaram a medida que estendeu a sobretaxa que os Estados Unidos cobram sobre o etanol importado até janeiro de 2009. O senador representa o Estado de Illinois, um dos maiores produtores de milho e de etanol dos Estados Unidos. O projeto foi apresentado pelo senador Charles Grassley, do Estado de Iowa, que é o maior produtor norte-americano tanto de milho quanto de biocombustível.

Durante um discurso no Senado realizado, semana passada, Obama disse que ''uma maior produção de etanol por parte do Brasil poderia estimular o desenvolvimento econômico sustentável na região e reconfigurar a geopolítica de energia na região, reduzindo a influência propiciada pelo petróleo de Hugo Chávez, da Venezuela''. Mas Obama acrescentou que ''substituir o petróleo importado por nosso país pelo etanol brasileiro não atende aos nossos interesses nacionais e econômicos.

- Em outras palavras, aqueles que advogam substituir a produção de biocombustíveis norte-americanos pela exportação brasileira de etanol, por mais bem intencionados que sejam, não compreenderam nosso desafio energético de longo prazo e estão ignorando uma valiosa oportunidade de política externa.

De acordo com o senador, ''os Estados Unidos precisam ampliar dramaticamente sua produção doméstica de biocombustíveis e não abraçar um ajuste que desestimule investimento na expansão da indústria nacional de combustíveis renováveis''. Substituir o petróleo que o nosso país importa pelo etanol brasileiro não atende aos nossos interesses nacionais e econômicos.

O representante do Illinois afirmou que ''transferir tecnologia para os vizinhos dos Estados Unidos no Caribe e na América do Sul irá ajudá-los a empregar seus próprios recursos para produzir etanol ambientalmente limpo e reduzir as suas contas de gasolina, promovendo, dessa forma, estabilidade econômica no Caribe e na América do Sul e fortalecendo a relação entre Brasil e Estados Unidos''.

Obama concluiu que será ''vital que o presidente Bush mantenha o Congresso envolvido em cada passo dado'' na parceria entre os dois países na produção de combustíveis renováveis. Obama acrescentou que ''essa relação deve ser estruturada de forma a não dificultar a produção nacional de biocombustíveis ou o desenvolvimento de tecnologias que possam aprimorar a nossa segurança energética''.

Durante seu pronunciamento nesta quarta-feira, em Washington, o senador voltou a falar das oportunidades representadas pelos biocombustíveis para a indústria nacional norte-americana e para a busca do país por autonomia energética. O político do Illinois foi um dos poucos presidenciáveis presentes ao fórum que tratou de biocombustíveis em seu discurso. O tema esteve ausente dos pronunciamentos de Hillary Clinton, John Edwards e John McCain.

Obama afirmou que não faz sentido que os Estados Unidos paguem ''US$ 800 milhões pelo petróleo de algum ditador do Oriente Médio, quando podemos investir em combustíveis renová

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