A XXII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro abre suas portas na próxima quinta-feira aguardando um público de 600 mil visitantes nos dez dias de evento. A organização prevê o faturamento da feira em torno de R$ 40 milhões com a venda direta de livros ao público.
Os números ainda impressionam na quantidade de expositores (944), na área total do evento (55 mil metros quadrados divididos em três pavilhões) e na programação cultural oficial: 230 autores nacionais, 21 estrangeiros em quase 100 sessões literárias; em 2003 foram 140 autores nacionais e 14 internacionais em mais de 50 sessões.
Com uma programação cultural reformulada e revitalizada, o evento pretende oferecer um novo espaço para o contato de escritores com o público e um local especialmente reservado para a leitura de poesias, além da transmissão ao vivo das atrações mais concorridas em um auditório com capacidade para 500 pessoas.
Essas são algumas das novidades desta edição, que terá também uma série inédita de encontros durante três dias entre profissionais do mercado editorial brasileiro e do mercado editorial francês. É a primeira vez que a Bienal tem uma agenda profissional desse tipo, desde que começou a prestar homenagens a países em 1999.
O evento conta com a presença de autores renomados internacionalmente, como Tom Wolfe, DBC Pierre (Peter Finlay), Colm Tóibin, José Eduardo Agualusa, Oliver Sacks, Lars Saabye Christensen, José Ovejero, Dulce Maria Cardoso e 16 escritores franceses que fazem parte da delegação do país homenageado.
Dos 24 autores estrangeiros, 21 fazem parte da programação cultural oficial da Bienal ao lado de 230 escritores brasileiros em quase 100 sessões literárias. A Arena Jovem, sucesso em 2003, está de volta este ano com personalidades de diversas áreas debatendo temas de interesse dos adolescentes e jovens.
A Bienal terá também outra novidade, a Praça do Autógrafo, um espaço especialmente reservado para os escritores autografarem seus livros e encontrarem seus leitores.