Estudo do Banco Mundial, divulgado nesta quinta-feira, demonstra que a África é um campo de provas ainda explorado por economias ocidentais. Em um mapa do continente, o Bid aponta os níveis de desigualdade apresentados no berço da raça humana. Segundo o organismo econômico, a maioria dos países da África Subsaariana está na categoria de países com Renda Nacional Bruta (RNB) inferior a US$ 765 per capita por ano. Etiópia e Burundi estão em situação mais precária, com US$ 90 da RNB por pessoa.
Mesmo países com renda média como o Gabão e Bostsuana possuem boa parte de sua população vivendo na pobreza. No norte da África, as condições são um pouco melhores do que ao sul do Saara. Lá estão as economias mais estáveis, comércio e turismo são relativamente altos e há uma menor incidência de Aids.
Dívida externa
A iniciativa ligada a países pobres altamente endividados (HIPC - Heavily Indebted Poor Countries Initiative) foi criada em 1996 para reduzir a dívida das nações mais pobres do mundo.
Os países pobres se qualificam para o esquema se enfretarem um endividamento insustentável que não pode ser reduzido por métodos tradicionais. Eles também concordaram em seguir políticas de boa governança definidas pelo Banco Mundial e FMI.
Críticos do esquema dizem que os parâmetros são restritivos demais e mais países deveriam poder se beneficiar da HIPC.
Ajuda mundial
A África recebe cerca de um terço do total de ajuda dada por governos em todo o mundo, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Boa parte da ajuda vem com condições, ou seja, os governos que a recebem têm que implementar determinadas políticas para recebê-la ou gastar os recursos comprando bens e serviços do país doador.
O Banco Mundial alega que a ajuda é muito mais eficaz e menos vulnerável à corrupção quando atrelada à melhoria da governança. Houve uma redução drástica nos gastos dos países ricos em ajuda no final da década de 90.