O bichinho de estimação virtual Tamagotchi vai voltar à tona nos Estados Unidos nos próximos meses, oito anos depois de sua versão original tomar de assalto o mercado de brinquedos.
O que não se sabe ainda é se a próxima geração do "bichinho" em forma de ovo vai vender como a primeira, já que hoje existe a concorrência de outros games que buscam penetrar no ramo crescente dos bichinhos de estimação virtuais, através da Internet.
Apesar disso, a Bandai America, distribuidora norte-americana do ciberbichinho de bolso, espera que a crescente popularidade dos brinquedos garanta a inclusão do Tamagotchi nas listas de compras de muitas garotinhas cujos pais talvez já o conheçam.
A Bandai America, subsidiária da Bandai, a maior fabricante de brinquedos do Japão, disse que o ciberbichinho vai chegar às grandes lojas dos EUA em 15 de agosto.
Sua volta acontece depois de seu relançamento recente no Japão e na Europa, onde o brinquedo já fascina muitas crianças e até alguns adultos, suscitando a esperança de que possa voltar a fazer sucesso mundial.
O novo Tamagotchi -- cujo nome significa "ovinho bonitinho" em japonês -- tem um display e parte gráfica melhores e maiores do que o original.
A "Tamagotchi Connection" avançada inclui funções de comunicações infravermelhas com as quais o bichinho virtual pode fazer amizade com outros Tamagotchis, visitá-los, dar presentes, brincar, se casar e até mesmo ter filhos.
Se sua dona se esquece de cuidar dele, ele faz barulhos para pedir sua atenção.
Quando a Bandai primeiro lançou o Tamagotchi, em 1996, vendeu mais de 40 milhões de unidades do bichinho em todo o mundo.
Quando a mania do Tamagotchi estava no auge nos EUA, alguns anos atrás, houve casos de crianças que entraram em depressão quando os Tamagotchis de quem cuidavam "morriam" eletronicamente.
A nova "Tamagotchi Connection" é capaz de armazenar uma lista de nomes de até 50 amigos. O preço sugerido no varejo é de 14,99 dólares.
Quando um Tamagotchi chega "à idade adulta", ele pode se ligar a um parceiro compatível e ter um Tamagotchinho de segunda geração, do qual sua dona poderá cuidar até ele, por sua vez, virar adulto e, possivelmente, criar uma terceira e até quarta geração, diz a Bandai.
A dona empurra botõezinhos diversos para alimentar seu bichinho digital, limpar as sujeiras que ele faz e lhe dar remédios. Se ele não estiver satisfeito, pode ter acessos de raiva. Se for totalmente deixado de lado, ele morre.