Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Carlinhos Cachoeira chama Marconi Perillo para a briga: 'Escolham as armas'

Terça, 11 de Junho de 2013 às 16:04, por: CdB
andressa-cachoeira.jpg
Andressa, mulher de Cachoeira e pivô do desafio ao governador Perillo
Após a prisão por corrupção ativa, o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, volta-se contra um de seus principais aliados no campo político de Goiás e o chama para a briga. Marconi Perillo, a quem acusa de ter desrespeitado sua mulher, Andressa Mendonça, não respondeu ao ataque, publicado nesta terça-feira na coluna do bicheiro em um jornal regional, o Diário da Manhã, do qual seria um dos principais sócios. "Em bom brasileirês (sic) falo com a cabeça erguida e com o peito arfante: cai pra dentro quem quiser que eu sustento o desafio" partiu Cachoeira. O desafio ocorreu após Cachoeira tomar conhecimento que a mulher dele, Andressa Mendonça, teria sido destratada em um evento beneficente no Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano e residência oficial do governador. Andressa é empresária e foi a um desfile beneficente na última sexta-feira no Palácio. O convite custou R$ 350 e toda a renda seria revertida para a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia. "Minha esposa, Andressa, empresária, foi convidada a participar e prestar sua colaboração para com uma causa que sem dúvida é nobre e justa. Não se furtou à sua responsabilidade social e cristã em ajudar e participar de uma ação engrandecedora", escreveu no artigo, que começa com uma citação bíblica, também em tom de ameaça: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" - João, capítulo 8, versículo 32. Andressa, segundo Cachoeira, enquanto esteve na presença do governador Perillo foi "cortejada pelos poderosos e bem tratada, principalmente pela generosa contribuição que deixou". Mas, ao sair do evento, a assessoria do governador teria negado que ela comparecera ao desfile beneficente, o que provocou a ira do contraventor. No jornal, Cachoeira rasga seda para a mulher "digna e honesta, mãe amorosa, esposa adorável, não me negou amparo, apoio, auxílio e sobretudo amor" - e afirma que não permitirá qualquer desrespeito a ela, "muito menos por desclassificados que não têm moral sequer para limpar-lhe os sapatos". "Se querem me atingir, estou preparado. Mas acusar minha amada e companheira de subterfúgio rasteiro, como o de entrar de penetra em uma festa no Palácio das Esmeraldas, passou dos limites", criticou, para, em seguida, ameçar: "Escolham as armas. A verdade, que liberta e quebra paradigmas, mostrará ao povo goiano os erros cometidos ao longo dos anos e dará o norte da reparação e do caminho certo. Não cometam a insanidade de tentar atingir de forma tão rastejante minha esposa porque não vão gostar nem um pouco de conhecer o peso da minha mão". A caixa de Pandora abriu e permitiu que as desgraças se abatessem sobre os homens será brincadeira de criança diante do que posso perpetrar para defender a honra e a dignidade minha e de minha família", diz Cachoeira. Comentários diversos Em sua página, na internet, a jornalista Conceição Oliveira anotou os comentários que se seguiram à publicação do desafio do bicheiro. "Coisa divertida é acessar o link da coluna do Carlinhos Cahoeira, (sim em Goiás, Cachoeira tem coluna em um jornal!) e ler os comentários sobre o "artigo", vale a pena. O bicheiro Carlinhos Cachoeira assina como sua coluna como "empresário", e um dos comentaristas, diz: “Empresário'? Só se for do mesmo ramo que o Beira-Mar.” "Outro comentarista: “Fala então o que sabe que 'nóis tá tudo curioso' rs”; "Outro: “Nesse filme tem mocinho ou mocinha ?”; "Mais um: “Abre as comportas e deixa as águas rolar cachoeira abaixo, pra ver o que tens por trás disso tudooooooo.”; "E outro: 'De Carlinhos para Marconi: ‘Meu coração está partido!’ Até mesmo entre dois bandidos finórios deveria haver um mínimo de 'finesse” né? "Só me expliquem como a pessoa entra de ‘bicão’ numa festa e tira foto com a anfitriã e ainda sobe nas redes sociais". Conceição cita, ainda, um breve texto, com uma "dose de humor" do jornalista Leandro Fortes: Te cuida Perillo "Em um Estado onde o chefe do crime organizado tem uma coluna de jornal, coisa assim era mesmo de se esperar. Em sua coluna de hoje no Diário da Manhã, de Goiânia, o bicheiro Carlinhos Cachoeira avisa ao governador de Goiás, Marconi Perillo, que vai contar tudo o que sabe sobre a bandidagem instalada (aliás, por ele mesmo) dentro do governo local do PSDB. A assessoria de Perillo, comandada por João Bosco Bittencourt, caiu na esparrela de informar a um repórter de O Popular, que Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, entrou de penetra em uma festa no Palácio das Esmeraldas. Se o bicheiro abrir a boca, vai ser um deus-nos-acuda em Goiás e na sucursal da Veja, em Brasília". Leia, aqui, o que escreveu o contraventor Carlinhos Cachoeira: A verdade sem mentira Carlos Augusto de Almeida Ramos – Diário da Manhã “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, João 8:32 Um homem pode suportar muitas provações em sua vida. Pode cumprir seu desiderato e pagar por seus erros. Pode sofrer injustiças e perseguições sem fraquejar e aceitar tudo como um ensinamento destinado ao seu crescimento interior. Pode ter amigos em um dia e ser abandonado por eles quando a má sorte sobrevém. Pode ser apunhalado por quem considerava companheiro de jornada e exercitar a virtude da tolerância, responsável pela preservação da paz e da harmonia. Entretanto, um homem não pode jamais permitir que sua companheira, sua cara-metade, sua alma gêmea, a mulher a quem ele devota amor seja ofendida de qualquer maneira que for. A função primeira de um homem frente a sua amada é postar-se à sua frente e não deixar que nada, absolutamente nada, lhe atinja, sob pena de ter de renunciar à própria vida, pois um homem de verdade não tem o direito de continuar a ver o sol nascer se não defender a vida, a dignidade e a honra de sua mulher. Pois foi isto o que se sucedeu com minha esposa, Andressa Mendonça e contra isto me levanto com todas as minhas forças e armas. Estou pronto para o embate e não medirei esforço nem terei compaixão para defendê-la e desde já aviso que o céu será meu limite. O tempo socorrerá apenas quem dele fizer uso com extrema rapidez para reparar a agressão proferida. Depois de entrar na arena para digladiar não permitirei recuo de quem quer que seja e só sairei dela vitorioso ou morto. Na última sexta-feira foi realizado no Palácio das Esmeraldas um desfile beneficente com renda revertida para a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia. Os convites foram vendidos ao custo de R$ 350,00 cada. Minha esposa, Andressa, empresária, foi convidada a participar e prestar sua colaboração para com uma causa que sem dúvida é nobre e justa. Não se furtou a sua responsabilidade social e cristã em ajudar e participar de uma ação engrandecedora. Compareceu como cidadã, empresária que paga seus impostos, pessoa bem relacionada e velha conhecida do governador e da primeira-dama e como uma pessoa que sabe da necessidade de se integrar às boas causas e contribuir para suprir as lacunas que o Estado não preenche, como uma saúde de qualidade e gratuita. No momento em que esteve no Palácio foi cortejada pelos poderosos e bem tratada, principalmente pela generosa contribuição que deixou. Bastou que se retirasse para que fosse renegada, tal a uma doente que não se quer por perto. A imprensa interessada em noticiar as presenças ao desfile beneficente indagou sobre quem esteve efetivamente. Aconteceu o inconcebível: a assessoria de imprensa do Palácio renegou seu indelével direito de estar presente onde melhor lhe aprouver e chegou ao cúmulo de negar que ela tivesse sido convidada. Alto lá. Não nos faltem com o respeito. Andressa não foi e jamais iria a um lugar em que não fosse convidada. Até porque não precisamos passar por penetras em lugar algum. Dizer que minha esposa não foi convidada a comparecer a um desfile no Palácio das Esmeraldas, residência oficial do mandatário maior do Estado, equivale a dizer que ela entrou sorrateira pela porta dos fundos e que não estava na prestigiada lista de quem era recebida pela organizadora maior da dita festa, a primeira-dama do Estado. Minha esposa é uma mulher digna e honesta, que encara a vida e as dificuldades de cabeça erguida. Mãe amorosa e esposa adorável. Companheira das horas alegres e também das difíceis. Quando estive recluso na violência do cárcere ela não me negou amparo, apoio, auxílio e sobretudo amor. Jamais permitirei que seja agravada, muito menos por desclassificados que não têm moral sequer para limpar-lhe os sapatos. Se querem me atingir estou preparado. Mas, acusar minha amada e companheira de subterfúgio rasteiro como o de entrar de penetra em uma festa no Palácio das Esmeraldas passou dos limites. Quem quer ser respeitado deve se dar ao respeito. Um governo que não se presta ao respeito dentro de seus próprios limites não pode se dar ao desplante de atingir a honra de pessoas de fora de seu alcance. Estou falando de um governo que permite que um de seus principais expoentes diga ser esse mesmo governo composto de bandidos e não recebe uma reprimenda exemplar, a começar da exoneração sumária. Fica o dito pelo não dito e a história dos bandidos dentro do governo permanece sem contestações ou desmentidos. Onde será que começa o banditismo? Onde fica o cerne da bandidagem no governo, em sua origem, em seu centro ou na periferia que se formou com as adesões de última hora? Se quiserem saber onde estão os maiores problemas e as principais sangrias dentro desse governo é só encarar a briga que estou pronto para o embate. Em bom brasileirês falo com a cabeça erguida e com o peito arfante: cai pra dentro quem quiser que eu sustento o desafio. Escolham as armas. A verdade, que liberta e quebra paradigmas, mostrará ao povo goiano os erros cometidos ao longo dos anos e dará o norte da reparação e do caminho certo. Mas, não cometam a insanidade de tentar atingir de forma tão rastejante minha esposa porque não vão gostar nem um pouco de conhecer o peso de minha mão. A caixa que Pandora abriu e permitiu que as desgraças se abatessem sobre os homens será brincadeira de criança diante do que posso perpetrar para defender a honra e a dignidade minha e de minha família. (Carlos Augusto de Almeida Ramos, empresário).
Tags:
Edições digital e impressa