Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Biblioteca Estadual de Niterói completa 70 anos

Quarta, 09 de Março de 2005 às 06:28, por: CdB

A Biblioteca Estadual de Niterói comemora 70 anos, na próxima terça-feira (15. A comemoração oficial vai começar às 17h com um abraço ao prédio da biblioteca, na Praça da República, s/n, Centro, e, em seguida, haverá apresentação do Coral da UPPES (União de Professores Públicos do Estado do Rio de Janeiro) e do músico Cláudio Huthmacher, palestras e recital poético. O evento terá ainda a premiação do concurso de redação do Cenáculo Fluminense de História e Letras, cujo tema é "A Biblioteca".

Segundo a diretora Glória Blauth, a biblioteca é um importante espaço cultural de Niterói e recebe visitantes não apenas de Niterói e São Gonçalo, mas também da Baixada Fluminense, Região dos Lagos e outros municípios fluminenses.

- Promovemos eventos em outras áreas além da leitura, como artes plásticas e música, geralmente em parceria com outras instituições culturais. Por isso, nas comemorações dos 70 anos, entre os parceiros das comemorações estão a Academia Fluminense de Letras, o Cenáculo Fluminense de História e Letras, o IFEC (Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência) e a UPPES - disse a bibliotecária.

Desde seu início, a Biblioteca Estadual de Niterói está ligada à história da cidade. A instituição faz parte do entorno de um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos de Niterói: Liceu Nilo Peçanha, Câmara Municipal, sede da Polícia Civil, Palácio da Justiça e a Biblioteca Pública Estadual. O conjunto é o testemunho vivo da arquitetura do começo do século XX e as edificações foram tombadas pelo Patrimônio Histórico em 1982.

Em estilo neoclássico, o prédio da biblioteca de Niterói foi projetado pelo arquiteto Pietro Campofiorito e ocupa uma área de 1.500 metros quadrados. Em dois pavimentos funcionam as salas de pesquisa e empréstimo domiciliar, sala de cursos, salão para exposições e sala da Academia Fluminense de Letras. Já abrigou, também, o Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo Ana Lígia Medeiros, diretora do Departamento Geral de Bibliotecas, órgão da Secretaria de Cultura, a Biblioteca Estadual de Niterói é uma referência.

- É preciso lembrar que aquela era a biblioteca da capital do Estado do Rio de Janeiro. Hoje, o estado tem duas grandes bibliotecas públicas: a de Niterói e a Celso Kelly, no Centro do Rio - ressaltou.

Seu acervo montando para atender uma biblioteca central conta com mais de 70 mil volumes. Na Sala Mattoso Maia, por exemplo, existem, entre as suas obras raras, vários livros dos séculos XVII, XVIII e XIX, como "Camões: poesias", de 1838, e "Le Livre des Sonnets", de 1875, com anotações, a lápis, feitas por dom Pedro II.

O livro mais antigo do acervo é um dicionário de direito civil, escrito em latim, editado em 1614, intitulado "Vocabularium utrius que iuris, emendatius e anctius quám antes: Opera Alexandre Scot I.C.". E uma curiosidade é a "Chronica do muito alto e muito esclarecido Príncipe D. Affonso Henriques, 1º Rei de Portugal", de Duarte Galvão, de 1727.

As estudantes moradoras de São Gonçalo, Priscilla Oliveira, de 19 anos, Gabrielle Gouveia, 18, e Luisa Helena de Oliveira, 20, são a prova da importância da Biblioteca Estadual de Niterói que funciona de segunda a sexta, das 10h às 17h30. As três amigas aproveitam o acervo para se preparar para o vestibular, no caso de Priscilla e Gabrielle, e para os exames do colégio, exemplo de Luisa Helena. Para as moças a distância de casa é compensada pela variedade de livros e periódicos disponíveis.

Inaugurada em 2004, a Sala Luís Antônio Pimentel, em homenagem ao veterano jornalista, poeta, escritor e historiador, abriga exposições e eventos. Segundo a diretora da biblioteca, a sala é muito procurada para lançamentos de livros.

Estarão presentes às comemorações do aniversário da instituição o secretário de Cultura, Arnaldo Niskier, a diretora-geral do Departamento de Bibliotecas do Estado, Ana Lígia Medeiros, a diretora da Bilio

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