O ex-coordenador de campanha de Lula e presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), protocolou, nesta quarta-feira, no Conselho Nacional do Ministério Público uma reclamação contra o procurador da República Mário Lúcio Avelar, do Mato Grosso, que investiga a participação de petistas na compra do chamado dossiê Serra. Na ação, o PT pediu a abertura do procedimento administrativo e disciplinar contra Mário Lúcio, acusando-o de "abuso" e "arbitrariedade".
Mário Lúcio foi o responsável pelo pedido de prisão de seis petistas, três deles diretamente vinculados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: Freud Godoy, ex-assessor especial de Lula; Oswaldo Bargas, ex-secretário do Ministério do Trabalho e coordenador do programa de trabalho e emprego da campanha à reeleição; e Jorge Lorenzetti, ex-chefe do serviço de inteligência do comitê de campanha. A Justiça Federal acolheu os pedidos.
Também estão com a prisão decretada Expedito Afonso Veloso, ex-diretor da área de riscos do Banco do Brasil; o advogado Gedimar Passos, que trabalhava no comitê de Lula; e o empresário Valdebran Padilha, que cuidava da arrecadação de dinheiro para o PT de Mato Grosso.
Na reclamação, o PT afirmou que Mário Lúcio agiu com "abuso, arbitrariedade, violência e descomedimento de insinuações desprovidas de embasamento fático que, além de politizar ainda mais um procedimento investigativo, violam direitos e garantias fundamentais e, desse modo, desbordam e abusam da competência do membro do Ministério Público" .
Berzoini criticou, ainda, a decisão da Justiça Federal de Cuiabá de decretar a prisão de seis petistas envolvidos com a compra do dossiê contra os candidatos do PSDB Geraldo Alckimin e José Serra.
-Foi uma decisão absolutamente midiática, sem nenhum efeito prático, porque a lei eleitoral diz que eles nem podem ser presos-, afirmou.
Berzoini questiona na Justiça prisões de petistas
Quarta, 27 de Setembro de 2006 às 16:44, por: CdB