O presidente do PT, Ricardo Berzoini, apresentou na quinta-feira a sua candidatura à reeleição ao cargo. Reticente sobre a possibilidade de permanecer por mais dois anos na função, Berzoini só anunciou sua intenção após uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A relação entre Berzoini e o presidente Lula ficou estremecida desde o episódio da compra de um dossiê contra tucanos durante a campanha pela reeleição de Lula, em 2006. Citado no bando de aloprados que teria comprado o dossiê, foi afastado do comando da campanha e licenciou-se da presidência da agremiação.
Na quinta-feira, Berzoini afirmou ter assumido a candidatura depois de falar com Lula, na terça-feira, mas disse que mudou de idéia antes da conversa, minimizando a influência do presidente de honra do PT.
Berzoini foi claro em relação à eventual candidatura de Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, à presidência, pela mesma tendência que ambos integram, a Construindo um Novo Brasil, o antigo Campo Majoritário. O presidente do PT disse que Marco Aurélio nunca se lançou , mas sim foi lançado. Ele afirmou ter consultado Marco Aurélio e que não houve divergências.
A eleição interna para a escolha dos dirigentes está marcada para os dias 02 e 16 de dezembro. Pelo menos mais quatro candidatos devem disputar o cargo com Berzoini.
Durante a eleição interna, o PT quer lançar um movimento de coleta de assinaturas para enviar ao Congresso uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de iniciativa popular. Nela seria pedida a abertura de uma Constituinte para debater a reforma política. A proposta será apresentada nesta sexta-feira, na reunião do Diretório Nacional. Dos 950 mil filiados, a expectativa é de que 400 mil filiados votem, mais do que os 315 mil que participaram em 2005. A última eleição custou cerca de R$ 800 mil.
Berzoini quer permanecer na presidência do PT por mais dois anos
Sexta, 05 de Outubro de 2007 às 09:28, por: CdB