O presidente do PT, Ricardo Berzoini, minimizou nesta sexta-feira o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao professor de direito de Harvard Roberto Mangabeira Unger para chefiar a nova Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo, com status de ministério.
Mangabeira Unger aceitou o convite, mas a oficialização só ocorrerá após conversa de Lula com o PRB, partido do qual o professor é vice-presidente.
Para Berzoini, o PT não tem que se preocupar com o fato de Unger ter sido um ferrenho crítico do governo no passado. Em um artigo em 2005, por exemplo, o professor chegou a pedir o impeachment de Lula e afirmou que seu governo era o "mais corrupto da história do país".
- O PT não está nem mais feliz nem mais triste. O presidente deve ter seus critérios para fazer essa nomeação. Ele (Unger) é do partido do vice-presidente da República (José Alencar) -, afirmou Berzoini, em referência ao fato de Unger ser filiado ao PRB, partido de Alencar.
Berzoini, aliás, reagiu com ironia ao ser perguntado sobre as declarações passadas do provável novo ministro.
- Se aceitou é porque fez uma auto-crítica -, disse.
Seu posicionamento, no entanto, foi um pouco diferente do secretário-geral do PT, Joaquim Soriano. Um pouco irritado com o convite feito a Unger, o secretário criticou a escolha. "Ele (Unger) se desmoralizou sozinho".
Rio de Janeiro, 19 de Janeiro de 2026
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