Rio de Janeiro, 03 de Maio de 2026

Berzoini e Meirelles acusam <i>Veja</i> de ser mentirosa

Presidente do Partido dos Trabalhadores, Ricardo Berzoini negou na manhã deste sábado que o PT possa ter recebido qualquer tipo de ajuda financeira a partir de Cuba para a campanha eleitoral do presidente Lula. (Leia Mais)

Sábado, 29 de Outubro de 2005 às 12:52, por: CdB

Presidente do Partido dos Trabalhadores, Ricardo Berzoini negou na manhã deste sábado que o PT possa ter recebido qualquer tipo de ajuda financeira a partir de Cuba para a campanha eleitoral do presidente Lula. Segundo a revista Veja, a campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu US$ 3 milhões vindos de Cuba,entre agosto e setembro de 2002. Berzoini disse que a publicação não tem autoridade para fazer esse tipo de denúncia enquanto não provar as acusações que fez anteriormente.

- A Veja já disse que o PT recebeu dinheiro das Farc e até agora não provou nada. A revista virou órgão oficial do PSDB e do PFL - afirmou Berzoini a jornalistas, quando chegava ao Encontro Setorial Nacional de Mulheres, no Hotel Braston, região central da cidade. Ele está percorrendo oito encontros setoriais nacionais que estão sendo realizados pelo PT, numa clara demonstração de interesse da direção do partido em se reaproximar das bases.

Ainda em resposta às acusações da revista, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, garantiu não ter recebido qualquer tipo de pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, para que a instituição atendesse aos pedidos do empresário Marcos Valério de Souza no processo de liquidação dos bancos Mercantil de Pernambuco e Econômico. Meirelles garantiu que nunca conversou com Valério e, quando começaram a surgir as denúncias contra o empresário na imprensa, a decisão do BC sobre os pedidos relacionados aos processos de liquidação já havia sido tomada.

Na reportagem da revista, Valério teria visitado o BC em 17 ocasiões, como representante do Banco Rural, para tentar suspender o processo de liquidação dos bancos Mercantil de Pernambuco e Econômico. Segundo a reportagem, o presidente Lula e Palocci chegaram a pressionar Meirelles para que os pedidos do publicitário fossem atendidos. A Veja acrescenta que a operação de encerramento da operação foi abortada quando denúncias contra Valério começaram a ser publicadas na imprensa.

- Não recebi pressão do presidente, nem do ministro da Fazenda. Sempre o que recebi, em qualquer assunto, foi uma recomendação e apoio para tomar as decisões que o BC sempre julgar adequadas. O presidente nunca falou comigo sobre esse assunto e nunca me senti pressionado em relação a essa questão - disse Meirelles.

Tags:
Edições digital e impressa