Bernie Ecclestone afirma que Fórmula 1 não tem nada contra a Rússia
A Fórmula 1 não tem nada contra a Rússia e o primeiro grande prêmio do país acontecerá conforme o planejado, em outubro, apesar da crise na Ucrânia, disse o chefe comercial da F1, Bernie Ecclestone, nesta sexta-feira. “Nós temos um contrato. Nossos amigos lá estão felizes com esse contrato, então estaremos presentes”, disse Ecclestone, de 83 anos, nos bastidores do Grande Prêmio da Bélgica.
Chefe-executivo da F1, Bernie Ecclestone, conversa com jornalistas em Spa-Francorchamps O piloto alemão de Fórmula 1 da Mercedes Nico Rosberg concede entrevista coletiva antes do Grande Prêmio da Bélgica,
A Fórmula 1 não tem nada contra a Rússia e o primeiro grande prêmio do país acontecerá conforme o planejado, em outubro, apesar da crise na Ucrânia, disse o chefe comercial da F1, Bernie Ecclestone, nesta sexta-feira.
- Nós temos um contrato. Nossos amigos lá estão felizes com esse contrato, então estaremos presentes - disse Ecclestone, de 83 anos, nos bastidores do Grande Prêmio da Bélgica.
- Se as pessoas têm algum embate com a Rússia, talvez elas tenham (problemas). Eu não sei. Não temos nada disso - acrescentou.
Sochi, balneário russo no Mar Negro que sediou os Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro, abrigará o primeiro Grande Prêmio da Rússia de Fórmula 1, em 12 de outubro.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) deu seu selo de aprovação ao circuito, mas a corrida, um evento marcante para o presidente Vladimir Putin, tem sido alvo de críticas desde que o país anexou a região da Crimeia, em março, e do abate de um avião da Malásia sobre a Ucrânia, no mês passado.
Nações ocidentais impuseram sanções contra a Rússia, após os EUA e a União Europeia terem considerado que Moscou está apoiando rebeldes separatistas no leste da Ucrânia.
O vice-primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Nick Clegg, disse no mês passado que a corrida da Rússia não deveria prosseguir.
Ecclestone, que foi a julgamento em abril por alegações de ter pago um suborno de US$ 44 milhões a um ex-banqueiro alemão para facilitar a venda de uma fatia majoritária na F1 há oito anos, disse que vai retomar seu lugar no conselho administrativo do qual havia renunciado, após ter concordado em pagar US$ 100 milhões como parte de um acordo judicial.
Rosberg e Hamilton
Nico Rosberg, e seu companheiro de Mercedes, Lewis Hamilton, discordaram novamente nesta quinta-feira, pouco antes de voltarem a brigar pelo título, no Grande Prêmio da Bélgica.
De volta ao trabalho após a longa pausa de agosto, os dois pilotos foram questionados sobre as polêmicas "ordens de equipe" que ocorreram na corrida anterior, na Hungria.
Rosberg indicou que eles haviam discutido a situação, enquanto Hamilton disse que não houve conversa entre os dois e não via necessidade disso.
- Percebi que houve um pouco de confusão depois da Hungria, então é melhor não acrescentar muito, eu acho, e continuo a não dar muitos detalhes - disse Rosberg em entrevista coletiva sem a presença de Hamilton.
- Em geral, é claro, nós discutimos isso depois da corrida, apenas porque é importante rever uma situação como essa e saber como seguir.
- Agora estamos seguindo, mas, é claro, eu também aprendi várias coisas com essa corrida que vou tentar adaptar para o futuro - acrescentou o alemão, relaxado depois de um período de férias nas ilhas italianas de Capri e Ischia.
Rosberg tem 11 pontos à frente de Hamilton após 11 de 19 corridas, apesar de o britânico ter vencido cinco vezes contra quatro do alemão.
Na Hungria, Hamilton largou do pitlane, enquanto Rosberg foi pole e aparentemente estava a caminho de uma vitória confortável. Mas, com a corrida interrompida duas vezes pelo carro de segurança, Hamilton foi o terceiro e Rosberg, o quarto - com o alemão reclamando que seu companheiro de equipe não o deixou passar quando a equipe pediu para fazê-lo.
Hamilton alegou que Rosberg não esteve perto o suficiente e que não iria diminuir seu ritmo e sabotar suas próprias chances. A equipe posteriormente apoiou suas ações.
- Não houve (uma discussão). Eu não sei o que Nico disse, mas não sentamos todos juntos ainda - disse Hamilton a jornalistas quando perguntado sobre os comentários desta quinta-feira de Rosberg.
- Não estou certo de que isso precisa acontecer - acrescentou o campeão mundial de 2008.
- Cheguei aqui muito claro sobre o que deve ser feito e me sinto muito confortável com a forma como a equipe reagiu e a decisão que tiveram. Está muito claro para mim. Não tenho certeza se acontece o mesmo do outro lado - completou.
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