A indicação nesta segunda-feira de Ben Bernanke para a direção do Federal Reserve, o Banco Central americano, gerou reações variadas na imprensa internacional.
Para o jornal americano Washington Post, Bernanke foi a escolha mais segura para o cargo. O Washington Post ouviu economistas que afirmaram que a escolha de Bernanke foi uma forma do presidente George W. Bush evitar acusações de tratamento preferencial a amigos ou motivações ideológicas.
O jornal conta que Bush se gaba da carreira de Bernanke na Universidade de Harvard, seu doutorado no MIT (Massachusetts Institute of Technology) e o fato de ele ter ocupado a presidência do Departamento de Economia da Universidade de Princeton. E, em seu anúncio, segundo o Washington Post, Bush apenas citou o fato de Bernanke ter ocupado, desde Junho, a presidência do Conselho de Economia.
Já o The New York Post afirma que, antes mesmo de ser nomeado para o Conselho de Economia da Casa Branca, Bernanke já estava se arriscando pois, segundo o jornal, ele havia vendido sua casa em New Jersey, em 2004.
Segundo o New York Post, Bernanke disse aos seus amigos que, ao invés de retornar ao seu cargo de professor em Princeton, iria se arriscar, e apostar que Bush iria nomeá-lo para o cargo de presidente do Banco Central americano. O jornal americano afirma que Bernanke deve afastar o Fed do debate político mais amplo pois, ele não é uma figura política como o atual presidente do banco, Alan Greenspan.
Já o jornal britânico Financial Times lembra que, apesar de ser um republicano, Bernanke não é visto como uma figura política e sua escolha deve agradar investidores.