Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

BERLUSCONI PROMETE PACTO SOCIAL CONTRA CRISE PARA SETEMBRO

Quinta, 04 de Agosto de 2011 às 09:38, por: CdB

ROMA, 4 AGO (ANSA) - O premier da Itália, Silvio Berlusconi, prometeu para "antes de setembro" um pacto com os setores sociais do país com o objetivo de recuperar a economia italiana após sair de um encontro com representantes da sociedade civil.
   
Ele se reuniu hoje com membros de federações empresariais e sindicatos do país, que apresentaram um documento com seis pontos de reivindicações frente ao plano de austeridade aprovado pelo Parlamento itliano que prevê cortes de 43 bilhões de euros (R$ 93,3 bilhões) nos gastos públicos.
   
Em coletiva de imprensa no Palácio Chigi, sede do Executivo italiano, Berlusconi afirmou que a reunião teve uma "discussão profunda, responsável e ditada pelo objetivo de chegar a um pacto de estabilidade, crescimento e coesão social até setembro".
   
Os representantes civis exigiram do governo, segundo o documento, equilíbrio orçamentário, corte de custos da política, incentivo a investimentos, liberalização e privatizações, além de enxugamento do Estado e da administração pública.
   
Dentre os seis pontos, o único que não foi unânime foi o da privatização, que contou com a reprovação da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL, na sigla em italiano). Também estiveram presentes no encontro representantes da Confederação Geral da Indústria Italiana (Confindustria) e da Confederação Italiana Sindicatos dos Trabalhadores (CISL).
   
O premier, por sua vez, atestou que "o momento é grave e será enfrentado com máxima determinação e sem desculpas ou escapatórias".
   
Ele defendeu uma "mudança na arquitetura institucional do Estado para agenciar o crescimento e acelerar os procedimentos" e expressou que "só a participação de todos os atores econômicos e sociais" pode favorecer uma saída para a crise.
   
"As causas da crise não são endógenas, e sim planetárias e globais, provêem de fora da Europa" e sobre ela "os Estados da União Europeia não têm a possibilidade de dar respostas imediatas", justificou o chefe de Governo italiano, em resposta às críticas do mercado financeiro de que os governos europeus estão demorando em dar respostas à crise.
   
Ele ainda criticou a imprensa, que destacou a queda das ações após seu pronunciamento em audiência no Parlamento feito ontem. Para o premier, "só os órgãos de informação viram um vínculo entre minha intervenção" e "a evolução dos mercados, que reagem por seus motivos próprios, distantes da política", pontuou.
   
O chefe do Conselho de Ministros insistiu que seu discurso ontem foi dirigido não para as bolsas de valores, mas sim para os cidadãos, aconselhando-os a comprar títulos públicos da dívida italiana e não os vender.
   
Atualmente a dívida italiana equivale a 120% do PIB italiano e, até antes da aprovação dos cortes orçamentários, acreditava-se na possibilidade da Itália não conseguir pagar seus débitos.
   
Hoje a Bolsa de Milão abriu o pregão com alta de 1,6%, após fechar ontem com uma queda de 1,54%. A maior parte das bolsas europeias apresentam queda entre 2% e 3%. (ANSA)


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