O premier italiano, Silvio Berlusconi, pronunciou nesta quarta-feira seu primeiro discurso depois de assumir a presidência rotativa da União Européia e destacou o papel da Itália como um dos fundadores da UE, destacou sua fidelidade ao cumprimento dos tratados e prometeu que tratará em todo o momento de "superar as diferenças" no seio da UE. Berlusconi assume a presidência da UE em meio a um grande descontentamento por parte de políticos e da imprensa européia. Os Eurodeputados Verdes interromperam, após o inicio, o discurso do premier italiano ficando em pé e protestando com cartazes onde estava escrito "a lei é igual para todos", em alusão a recente e polêmica lei de imunidade que lhe outorgou a Justiça italiana em um processo por corrupção. O protesto foi reprimido pelo presidente do Parlamento Europeu, Pat Cox, que ordenou aos Eurodeputados Verdes que retirassem os cartazes com a advertência de que novas manifestações provocariam a intervenção dos parlamentares. Ao retomar o discurso, Berlusconi prometeu que a Presidência italiana terá como prioridades a Conferência intergovernamental para definir a Constituição Européia em outubro; o impulso econômico, a ampliação da UE e políticas de Segurança e imigração. Berlusconi também destacou a importância de restabelecer relações "fortes e dinâmicas" com os EUA preservando ao mesmo tempo os interesses europeus. No âmbito desta colaboração, o premier italiano indicou "como pistas concretas" para estabelecer uma relação sólida entre os EUA e a UE, a luta contra o terrorismo a proliferação de armas de destruição massiva, e o respaldo as democracias. Berlusconi chamou eurodeputado de "nazi" Silvio Berlusconi, chamou de "kapo" (guarda dos campos de concentração nazistas) ao deputado social-democrata alemão Martin Schultz e qualificou de "turistas da democracia" os deputados que o criticavam durante sua primeira intervenção no Parlamento Europeu. As repercussões deste fato não são as melhores, muitos Eurodeputados criticaram a atitude do premier italiano. O presidente do grupo socialista europeu (PSE), Enrique Baron Crespo, insinuou que o fato gerou uma crise institucional e disse que "o problema não é entre o Partido Socialista espanhol e Berlusconi, mas entre o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu. São necessárias desculpas formais". Por sua vez, o embaixador da Itália na Alemanha, Silvio Fagiolo, foi convocado pela Chancelaria, depois das declarações do premier italiano, informaram fontes diplomáticas.
Berlusconi criticado em seu primeiro discurso como presidente da UE
Quarta, 02 de Julho de 2003 às 11:06, por: CdB