Rio de Janeiro, 28 de Setembro de 2026

Berlusconi conta que Bunga Bunga eram 'somente jantares'

Sábado, 11 de Maio de 2013 às 04:39, por: CdB
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Ruby, uma garota de programa com quem Berlusconi esteve envolvido
Ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi disse, em entrevista a ser exibida no país, neste domingo, que não tem "nada a esconder" sobre as festas realizadas em sua residência conhecidas como Bunga Bunga, as quais disse serem somente "jantares". – Naqueles jantares não aconteceu nada que poderia ser chamado de errado e vergonhoso. Havia uma grande mesa, nós conversamos sobre futebol, política, tudo. (...) Não tenho nada a esconder – disse ao Canal 5 , que vai exibir o especial A Guerra de 20 anos: Ruby, o último ato. Sobre a dançarina Karima El Marhoug, conhecida como Ruby, que foi pivô de um escândalo envolvendo o ex-premier, Berlusconi disse que ela veio a um jantar "contando uma história dramática" que "comoveu a todas as pessoas pressentes". – Eu nunca tive relações íntimas com Ruby, uma menina que tinha se apresentado com uma história terrível e não induziu qualquer sentimento diferente de compaixão – disse. Berlusconi é acusado de ter mantido relações sexuais com Ruby quando ela era menor de idade, entre fevereiro e maio de 2010, caso que ficou conhecido como Rubygate. Condenado Na véspera, o Tribunal de Recurso de Milão confirmou a pena de um ano prisão contra Silvio Berlusconi por fraude fiscal. A sentença confirmada impede o antigo primeiro-ministro de desempenhar cargos públicos durante cinco anos, mas Berlusconi ainda pode recorrer para o Supremo Tribunal. Berlusconi tinha sido condenado em Outubro a quatro anos de prisão no caso Mediaset, o império audiovisual do político-empresário, mas a pena foi de imediato reduzida a por causa de uma amnistia. Este é um dos três processos que o agora senador enfrenta. Neste caso foi considerado culpado de defraudar o fisco em sete milhões de euros entre 2002 e 2003. Em causa está a compra de séries televisivas e filmes a empresas que também pertenciam a Berlusconi e o aumento artificial do preço dos direitos de difusão. Para a revenda, foram constituídas contas no estrangeiro de forma a reduzir os lucros da Mediaset em Itália, levando ao pagamento de menos impostos. – Continua a perseguição judicial ao presidente Berlusconi, líder político que tem o consenso de dez milhões de eleitores – comentou Renato Schifani, chefe da bancada do Povo da Liberdade (o partido de que Berlusconi ainda é líder) no Senado. É muito pouco provável que Berlusconi cumpra esta pena: para além do recurso para o Supremo, há outro a correr no Tribunal Constitucional sobre um conflito entre o líder e o tribunal de Milão, que não permitiu a Berlusconi faltar a uma audiência quando ainda era primeiro-ministro. Se o Constitucional decidir a favor do Cavaliere, o procedimento será anulado. E estes crimes prescrevem entre o fim deste ano e o início do próximo.
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