O líder da centro-direita, vencedor das eleições legislativas italianas, Silvio Berlusconi, assegurou na terça-feira que um dos pontos principais de seu governos será conter a imigração ilegal e promover mudanças na economia.
- Uma das primeiras coisas a fazer é fechar as fronteiras e estabelecer mais campos para identificar cidadãos estrangeiros que não têm empregos e são forçados a uma vida de crime -disse Berlusconi em entrevista pela TV.
Para garantir o governo e a aprovação de suas medidas Berlusconi deverá se aliar ao partido xenófobo Liga Norte, que teve cerca de 8 por cento dos votos e que apoia medidas duras contra a criminalidade, que muitos italianos atribuem à imigração ilegal. Berlusconi já acenou que essas medidas farão parte de sua gestão.
Os resultados preliminares mostram que a Liga Norte será a terceira maior força do Parlamento, atrás do Povo da Liberdade (de Berlusconi) e do Partido Democrático (centro-esquerda).
- Precisamos de mais polícia local, formando um "exército do bem" nas praças e ruas para se interpor entre o povo italiano e o "exército do mal" - afirmou.
Partidos
A extinção dos pequenos partidos italianos deram fim a possibilidade de embate no Parlamento e hoje o grande perdedor foram os partidos de extrema esquerda, que pela primeira vez na história recente da Itália não terão representação parlamentar.
Agora só haverá seis partidos no Parlamento. Após a eleição de 2006 eram mais de 20, sendo que nenhum representa os ideais extremos da esquerda.
- Com os extremistas fora..., vamos operar com extrema rapidez no Parlamento e trabalhar para modernizar este país."
- O Muro de Berlim agora caiu na Itália também - celebrou Roberto Maroni, da Liga Norte.
Ministros
Berlusconi disse, em entrevista a uma rádio, que amanhã se reunirá com seus aliados e que ainda esta semana dará os nomes de seus ministros.
O novo primeiro-ministro se apresentou às eleições aliado com Gianfranco Fini, da Aliança Nacional, e Umberto Bossi, da Liga Norte.
O Executivo, como já anunciou Berlusconi na noite de segunda-feira, é composto por 12 ministros - entre eles quatro mulheres - e dois vice-presidentes de governo.