Ex-premiê italiano, Berlusconi foi condenado em última instância a um ano de prisão
A expulsão de Sílvio Berlusconi do Senado italiano foi aprovada sexta-feira em comissão, faltando agora o plenário confirmar essa decisão para que o ex-primeiro ministro perca a imunidade parlamentar e possa ser obrigado a cumprir pena.
Berlusconi, presidente do Povo da Liberdade, o partido de direita que sustenta a coligação presidida pelo primeiro ministro Enrico Letta (Partido Democrático), não se deslocou ao Senado para não ter que enfrentar uma situação “injusta”. Segundo ele, os juízes que o condenaram no processo de fraude fiscal não foram imparciais “porque expressaram opiniões publicamente” e, além disso, “existe um recurso pendente no Tribunal Europeu”.
Berlusconi foi condenado a quatro anos de prisão, três dos quais já anistiados. Por ter 77 anos, a pena restante será cumprida em detenção domiciliária ou através da prestação de serviços comunitários. Outro aspecto da polêmica é o fato de o presidente da direita não poder voltar a exercer cargos políticos e públicos devido à lei que entrou em vigor em 2012 e impede o acesso a essas posições de cidadãos condenados na justiça. Sílvio Berlusconi alega que o seu processo se iniciou antes da entrada em vigor da lei, pelo que esta não lhe deverá ser aplicada.
Segundo Berlusconi, a sentença que o atinge “é um projeto muito bem planejado para eliminar o líder da centro-direita”.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.