Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Berlim abrirá Panorama com Sangue Azul

Por Rui Martins - O Festival Internacional de Cinema de Berlim fez suspense e guardou os brasileiros para o fim. Assim, ao fechar as listas de filmes selecionados surgiram mais três longas brasileiros. Estão na mostra Panorama, são: Sangue azul, de Lírio Ferreira, Ausência, de Chico Teixeira, e Que horas ela volta, da paulista Anna Muylaert.

Sexta, 16 de Janeiro de 2015 às 22:13, por: CdB
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As imagens de Sangue Azul impressionaram os selecionadores do Festival de Berlim
O Festival Internacional de Cinema de Berlim fez suspense e guardou os brasileiros para o fim. Assim, ao fechar as listas de filmes selecionados surgiram mais três longas brasileiros. Estão na mostra Panorama, são: Sangue azul, de Lírio Ferreira, Ausência, de Chico Teixeira, e Que horas ela volta, da paulista Anna Muylaert. Sangue azul, do pernambucano Lírio Ferreira, tem destaque especial na programação da mostra Panorama, pois é o filme de abertura, dia 5 de fevereiro, no Cinemax, com destaque no portal da Berlinale. Esse destaque tem razão: Sangue Azul foi escolhido como o melhor filme do Festival do Rio. Filmado em Fernando de Noronha, tem imaagens siderantes e magníficas ressaltadas no comentário do portal do Festival e reforçadas com uma foto marcante do ator Daniel de Oliveira. O filme conta a história de um nativo da ilha para viver como homem-bala num circo itinerante. No seu retorno a Fernando de Noronha é tomado por recordações da infância. O mar, que parece ser um tema constante nos filmes brasileiros, é presença também forte em Sangue azul. Ausência é uma coprodução brasileira-chilena e francesa do carioca Chico Teixeira, conhecido por seu filme A casa de Alice. O personagem principal de ausência é Serginho, que não é mais menino mas também não é ainda homem. Trata-se de um filme sobre a adolescência e envolvendo o cotidiano de uma família de calsse média baixa, onde também há espaço para sexo e afeição. Sérginho é o homem da casa, cuida da mãe e do irmão mais novo, trabalha na feira, tem dois amigos e uma relação confusa com um professor. Que horas ela volta é a história da mãe que deixa a filha no interior pernambucano para tentar a vida em São Paulo, como babá de um menino. Consegue estabilidade financeira mas sempre com a culpa de ter deixado a filha. Mas a vida lhe dá uma segunda chance: a filha já moça quer viver em São Paulo e fazer um vestibular para a faculdade. Mãe e filha voltam a viver juntas, mas o relacionamento é difícil pois Jéssica é um jovem com muita personalidade, muito diferente da mãe, Val. Anna Muylaert já ganhou no Festival de Brasília com o filme é proibido fumar e participou do roteiro do filme de Cao Hamburger, O ano em que meus pais saíram de férias. Rui Martins, correspondente em Genebra estará em Berlim, convidado pelo Festival Internacional de Cinema do 5 ao 15 de fevereiro.
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