O papa Bento XVI visitou nesta sexta-feira a sinagoga de Colônia, na segunda vez na História em que um Papa entra em um templo judeu depois da histórica de João Paulo II à sinagoga de Roma em 1986.
A visita é histórica, já que pela primeira vez um Pontífice alemão pisa em uma sinagoga da Alemanha, país onde o regime nazista executou o holocausto.
O papa aproveitou a oportunidade para condenar com firmeza o nazismo, que classificou como uma "ideologia racista e demencial de raiz neopagã" e reiterou seu desejo de melhorar as relações entre a Igreja Católica e o povo judeu.
- No século XX, no tempo mais obscuro da história alemã e européia, uma ideologia racista e demencial de raiz neopagã, deu origem à tentativa, planejada e realizada sistematicamente pelo regime, de exterminar o judaísmo europeu - lembrou Bento XVI no discurso que fez diante dos líderes religiosos judeus de Colônia.
O Bispo de Roma advertiu também que, por "desgraça", atualmente estão surgindo novos sinais de anti-semitismo e de hostilidade generalizada em direção aos estrangeiros.
- Infelizmente estão ressurgindo novos sinais de anti-semitismo e aparecendo diversas formas de hostilidade generalizada na direção dos estrangeiros. Este é um motivo de preocupação. A Igreja se compromete com a tolerância, o respeito, a amizade e a paz entre todos os povos, culturas e religiões - disse o papa após condenar o nazismo.