Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

Beltrame dá aula-magna para 436 recrutas da PM

Segunda, 14 de Julho de 2008 às 10:57, por: CdB

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, ministrou, na manhã desta segunda-feira, aula inaugural do Curso Nacional dos Promotores de Polícia Comunitária em solenidade realizada no auditório-cinema da Universidade da Força Aérea, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio.

O curso, oferecido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) em parceria com a Polícia Militar, irá capacitar 436 recrutas da turma de novos soldados que foram aprovados no concurso público da PM realizado em 2007. Os policiais começam a trabalhar em agosto nos batalhões da capital. Doze guardas municipais do Rio, Duque de Caxias, Mesquita e São João de Meriti também estão participando.

Com foco na cidadania, o curso da Senasp tem 40 horas e possui em sua estrutura as disciplinas de Direitos Humanos; Relações Interpessoais; Estruturação dos Conselhos Comunitários da Seseg; Troca de Experiências; Gestão pela Qualidade no Ensino Público e Mediação de Conflitos. As aulas serão realizadas no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) entre os dias 15 e 21 deste mês. Essa é a terceira turma de policiais militares que fazem o curso de polícia comunitária. No ano passado, foram capacitadas uma turma de sargentos e outra de soldados. Os soldados, que terão aulas com oficiais da PM capacitados pela Senasp, serão multiplicadores da filosofia comunitária em seus batalhões.

O secretário de Segurança destacou a importância do curso para a formação profissional dos recrutas. 

– Trata, principalmente, de preceitos éticos indispensáveis à nossa missão em defesa da lei, do estado de direito, do patrimônio e, em especial, do cidadão – comentou, ressaltando as características da polícia comunitária. 

– A polícia não é só repressão. A polícia comunitária atua de forma preventiva e visa aproximar o policial da comunidade. O policial atua como um agente integrador entre moradores, líderes comunitários, instituições sociais e poder público. O policial comunitário ajuda na condução de parturientes à maternidade e de enfermos aos hospitais. Atua como intermediário na condução de problemas corriqueiros, fora da rotina policial, como, por exemplo, na solução da falta de energia de uma rua – comentou.

Para o secretário, a filosofia da polícia comunitária reduz consideravelmente o número de jovens e crianças aliciadas pelo tráfico além de reduzir o número de casos envolvendo policiais em desvios de conduta.

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