Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Belo promete não fugir e marca shows

Terça, 13 de Janeiro de 2004 às 16:25, por: CdB

Depois de um mês desaparecido, Marcelo Pires Vieira, o Belo, concedeu uma entrevista coletiva à imprensa nesta terça-feira (13) no escritório de seus advogados no centro do Rio. Logo no início do encontro, o cantor avisou que não responderia a nenhuma pergunta jurídica e que preferia apenas falar sobre sua vida profissional. Segundo o pagodeiro, sua carreira não será afetada pelo fato de ter sido preso.

- É um novo recomeço. Vou continuar a cantar que é o que sei fazer. Não tenho medo de ficar marcado por esse episódio. Quero voltar e mostrar que sou o mesmo Belo de sempre, ressaltou ele, que voltará aos palcos neste sábado no Rio.- disse.

Desde que foi dada a ordem de prisão, em 11 de dezembro do ano passado, o cantor afirmou que não teve acesso a nenhum meio de comunicação, não falou com a equipe com quem trabalha e nem com sua família. Com o habeas-corpus que saiu nesta segunda-feira (12), o cantor pôde voltar para casa.

- Não vou mais fugir. Estou aqui para acatar a decisão da Justiça. Ontem (segunda-feira) voltei para casa e revi meus filhos e a Viviane (Araújo, sua namorada). Não quero ficar mais sem vê-los. - disse.

Para este ano, Belo disse ter vários planos para sua carreira. No final do ano passado começou a gravar o novo CD que já tem cinco músicas novas. E enquanto o disco não sai, o cantor disse que fará shows pelo Rio e tentará uma autorização da Justiça para também se apresentar fora do Estado. A volta de Belo aos palcos será neste sábado (18) e domingo (19) na casa de shows Coqueluche em Jacarepaguá, Rio.

Tráfico de drogas

Entre junho e julho de 2002, Belo passou 36 dias preso na carceragem da Delegacia Anti-Sequestro (DAS) do Rio. A desconfiança sobre o cantor começou quando a polícia obteve gravações telefônicas de conversas de Belo com o traficante Valdir Ferreira (conhecido como Vado), em que os dois negociavam o empréstimo de um fuzil.

Vado agia na Favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio. Nas gravações, uma voz identificada como a do traficante pedia R$ 11 mil para a compra de "tecido fino", expressão interpretada pela polícia como cocaína. A voz atribuída a Belo pediria um "tênis AR", que, para a polícia, seria um fuzil AR-15.

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