A fatia de 9% do projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte que atualmente pertence ao Grupo Bertin e que está em negociação deverá ser dividida por duas ou três empresas, na condição de autoprodutores, segundo uma fonte da Norte Energia, empresa responsável pelo empreendimento.
A fatia de 9% do projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte que atualmente pertence ao Grupo Bertin e que está em negociação deverá ser dividida por duas ou três empresas, na condição de autoprodutores, segundo uma fonte da Norte Energia, empresa responsável pelo empreendimento, familiarizada com o assunto.
Segundo a fonte, há pelo menos quatro grupos mais avançados nas negociações para entrar no projeto: Vale, Alcoa, Gerdau e Votorantim.
Os autoprodutores são empresas privadas que investem em projetos de energia elétrica com a finalidade de usar a produção para consumo próprio.
No caso de Belo Monte, 10% do projeto e da energia da usina ficarão com autoprodutores, sendo que 9% pertenciam à Gaia Energia, empresa do Grupo Bertin. No mês passado, entretanto, a Gaia anunciou que sairia do projeto da usina e desde então a diretoria da Norte Energia vem tentando encontrar substitutos.
A assessoria de imprensa da Vale confirmou que a companhia está interessada no negócio, a Votorantim disse que já havia manifestado interesse, enquanto representantes da Gerdau e da Alcoa não foram localizados.
Para a fonte da Norte Energia, a entrada dos novos sócios deverá ser concluída nos próximos dias. Segundo ela, atualmente há menos incertezas rondando o projeto. O contrato com as construtoras foi assinado e já há licença ambiental para o canteiro de obras. Isso deve facilitar a entrada de grandes grupos consumidores de energia na sociedade.
O consórcio de Belo Monte pode ter ainda outras movimentações societárias. A fonte disse que as empreiteiras que possuem menor participação da sociedade poderiam vender suas cotas para uma grande construtora. A principal interessada na compra dessas participações seria a Andrade Gutierrez.
Obra prioritária do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA), terá potência instalada de 11,2 mil megawatts (MW), o que fará dela a terceira maior hidrelétrica do mundo.
Procuradores da República, que atuam no Pará, foram categóricos: a liberação da instalação do canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, sem o cumprimento de ações de prevenção e redução dos impactos socioambientais do projeto – as chamadas condicionantes – pode provocar uma série de problemas como o colapso da infraestrutura urbana na região e danos irreversíveis ao Meio Ambiente e à população do Xingu.
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