Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

Belo Horizonte fará exame de colesterol de Graça

Quinta, 07 de Agosto de 2003 às 22:19, por: CdB

A taxa elevada de colesterol é um fator de risco para a aterosclerose - doença sistêmica que pode acarretar infarto, derrame cerebral e amputação de membros inferiores, devido ao entupimento dos vasos sangüíneos. Conhecer a taxa de colesterol para mantê-la em níveis satisfatórios é importante para evitar complicações. 
 
A Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte estará, hoje, com um posto de atendimento à população, em comemoração ao Dia Nacional do Colesterol, promovido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). O posto funcionará de 8 às 12 horas.

Médicos, auxiliares de enfermagem e fisioterapeutas vão participar da campanha, que vai aferir a pressão arterial, peso e altura da população, que ainda responderá um questionário para avaliar os riscos pessoais frente ao colesterol alto.

A equipe está preparada para dosar o colesterol total de 400 pessoas, acima de 45 anos de idade e que apresentam fatores de risco. O resultado dos exames sai em 2,5 minutos. Quem estiver com o colesterol alto, acima de 200 mg/dl, será orientado a procurar um médico. Também serão distribuídos panfletos informativos.

O coordenador da Unidade Coronariana da Santa Casa, Gilmar Reis, explicou, no entanto, que a interpretação dessa taxa também deve considerar a presença de outras enfermidades, como diabetes, históricos de derrame, cirurgia de circulação arterial, hipertensão, além de tabagismo.
 
- A associação do colesterol alto com esses fatores multiplica o risco - ressaltou Reis.

O médico observou que a doença é silenciosa e, portanto, pessoas acima de 20 anos já devem conhecer a sua taxa de colesterol. Já a população considerada de risco - hipertensos, diabéticos e aqueles que têm histórico familiar da doença - deve ficar atenta ao nível da gordura no sangue.

Belo Horizonte foi considerada a capital brasileira que registrou o maior crescimento no número de pessoas com colesterol alto, conforme revelou a Sociedade Brasileira de Cardiologia, com base em uma campanha nacional da entidade.
 
Foram comparados dados do ano passado e de 1995. A taxa, na capital, em 2002, foi de 36%, e, em 1995, era de 26.1%, o que representou um crescimento de quase 40%. Em Belo Horizonte foram cerca de seis mil pessoas examinadas no ano passado. Pessoas acima de 50 anos foram as que apresentaram o maior índice, 17%.
 
Gilmar Reis afirmou que a mudança no estilo de vida é a recomendação inicial para o controle do colesterol. Se, mesmo com a alteração, não houver melhora, observa ele, é então indicado medicamento.
 
- A dislipidemia no Brasil está crescendo porque estamos americanizando nossos hábitos dietéticos e de vida. A alimentação está cada vez mais inadequada, depois que apareceram os fast-foods; as pessoas estão mais sedentárias, preferindo os jogos no computador e o acesso à Internet a praticar uma atividade física ao ar livre - observou o cardiologista.
 
Ele recomenda as pessoas a ingerirem mais fibras, principalmente verduras cruas, para não desestruturar as proteínas; evitar alimentos com grande quantidade de colesterol, como as carnes de animal; e fazer 150 minutos de atividade física por semana; além de verificar a taxa de colesterol.

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