- Não são espetáculos marginais. São espetáculos que merecem ser vistos. O profissionalismo desses artistas merece ser levado à luz, assim como acontece com os artistas 'normais' - garante Marie Colley, coordenadora artística do instituto belga Criatividade e Deficiência Mental (Creahm, na sigla em francês), organizador do evento.
A iniciativa tem como objetivo promover o uso da arte como ferramenta de inclusão social para os deficientes.
- As populações minoritárias e diferentes costumam permanecer trancadas em lugares muito fechados, muito especializados. Temos que combater essa pusilanimidade social, cada um de nós individualmente. Temos que promover a integração - sentencia.
Colley quis incluir no programa todas as formas de expressão artística desenvolvidas pelos deficientes.
Além de espetáculos de teatro, dança e música, o programa inclui instalações artísticas, vídeos e debates sobre a arte como ferramenta de inclusão social.
O festival tem como destaque cinco companhias convidadas, vindas da Espanha, França, Holanda, Alemanha e Portugal.
O coreógrafo brasileiro Henrique Amoedo estará à frente da companhia portuguesa, Dançando com a Diferença, que mistura teatro e dança em obras que expõem sem pudor as deficiências de seus integrantes.
A idéia é que o festival se repita cada ano, como parte do calendário de atividades artísticas de Liège.