Rio de Janeiro, 10 de Outubro de 2026

Bélgica no limbo novamente após colapso do governo

A Bélgica se viu debatendo-se por uma liderança política pela terceira vez no ano neste sábado depois que seu governo entrou em colapso após fracassada tentativa de socorrer o grupo financeiro Fortis.(Leia Mais)

Sábado, 20 de Dezembro de 2008 às 09:24, por: CdB

A Bélgica se viu debatendo-se por uma liderança política pela terceira vez no ano neste sábado depois que seu governo entrou em colapso após fracassada tentativa de socorrer o grupo financeiro Fortis.

O primeiro-ministro Yves Leterme ofereceu sua renúncia na sexta-feira após um relatório elaborado pela Suprema Corte indicar sinais de tentativa de interferência política na decisão da corte a respeito do futuro do banco, vítima da crise financeira mundial.

O rei Albert, que, segundo a constituição, é quem deve aceitar ou não a renúncia do primeiro-ministro, conversou até altas horas da noite com Leterme, mas adiou qualquer decisão imediata.

– Nós teremos de ver como garantir a estabilidade em nosso país a estabilidade política que não temos no momento – declarou Didier Reynders, ministro das Finanças.

Leterme está no poder há apenas nove meses como líder de uma frágil coalizão de cinco partidos que tinha a intenção de acalmar a disputa entre grupos lingüísticos da Bélgica que reacendeu especulações de que o país de 178 anos poderia se dividir.

Partidos de oposição pediram novas eleições parlamentares, embora analistas duvidem que os partidos que integram a coalizão de Leterme queiram testar os eleitores exatamente no momento em que a Bélgica entra em recessão, e com o debate sobre o Fortis ainda fresco em suas mentes.

Leterme negou as acusações de que tenha tentado influenciar a corte de apelação, que na semana passada apoiou uma solicitação dos acionistas de uma divisão do banco conduzida pelo Estado, mas reconheceu que o relatório da Suprema Corte o colocou em uma posição insustentável.

"Eu confio em que o comitê parlamentar de investigação que está para ser organizado jogará luz sobre os fatos exatamente como eles ocorreram e estabelecerá a verdade", disse o primeiro-ministro em comunicado. 

Leterme havia colocado seu cargo à disposição pela primeira vez em julho, depois de ter fracassado em esforço de quebrar as barreiras políticas entre grupos dentro do país que falam holandês e francês, mas o rei não aceitou.

Há um ano, o rei trouxe de volta o premiê Guy Verhofstadt para liderar um governo interino após Leterme ter falhado em formar uma coalizão logo depois das eleições em junho.

Tags:
Edições digital e impressa