Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Bebidas energéticas, um mercado de ritmo acelerado

Domingo, 13 de Junho de 2004 às 11:42, por: CdB

As bebidas energéticas que contêm cafeína e outros compostos que estimulam a concentração e a resistência física colocaram em moda nas ruas, escritórios, festas e centros esportivos de Nova York. "Red Bull", "Rockstar", "Monster", "Roaring Lion", "Rush", "Go Fast" e "Dark Dog" atraem sobretudo os mais jovens e se converteram no segmento de mais rápido crescimento no mercado de bebidas não alcoólicas dos Estados Unidos, segundo vários estudos.

Todas são carbonatadas e se servem frias, e em geral todas têm gosto e cor de limão, contêm um ou vários estimulantes -principalmente cafeína e guaraná-, vêm em latas de 250 ou 500 mililitros e custam entre 2 e 2,5 dólares.

A marca mais popular é "Rede Bull", que está "concebida para períodos de stress mental e físico" e "pode ser bebida em virtualmente qualquer situação, enquanto se pratica um esporte ou se dirige, no trabalho ou em atividades de expansão".

"Red Bull" contém 80 miligramas de cafeína, um estimulante que eleva os níveis de adrenalina e o estado de alerta, e 1.000 miligramas de taurina, um aminoácido que ajuda no funcionamento do coração e cérebro.

Embora os estudos médicos sobre as bebidas energéticas ainda sejam poucos, esta marca já foi proibida em alguns países devido a preocupações pelos efeitos que teria na saúde a ingestão de taurina em uma dose elevada.
Como sucedeu com o café e o chá, e inclusive o chocolate e a Coca-Cola, alguns médicos alertam sobre o consumo em excesso destas bebidas que, em geral, contêm 80 miligramas de cafeína por garrafa, ou o equivalente a uma xícara de café forte.

Também despertou polêmica sua mistura com bebidas alcoólicas, uma moda particularmente evidente em festas e bares, e entre menores de 30 anos, o perfil do consumidor ao que estão dirigidos estes produtos.

A mistura dos poderosos estimulantes contidos nas bebidas energéticas com os depressivos do álcool poderia causar problermas cardiovasculares, segundo David Pearson, pesquisador do Human Performance Laboratory da Ball State University, em Indiana.

Mas a pergunta não deveria ser só se estas bebidas são ou não seguras para a saúde, mas por que o indivíduo contemporâneo tem tão pouca energia como para ter que recorrer a elas, opinou o médico Joseph Mercola, especialista em medicina natural.

Segundo sua opinião, o "estado de letargia é algo que muitos de nós mesmos criamos, e é resultado de vários fatores, entre eles uma dieta pobre e de baixa qualidade, estilos de vida estressantes, cargas de emoções negativas, e falta de sonho e de exercício".

"As bebidas energéticas não são uma solução prática ou saudável. É preciso aumentar a energia de forma natural, levando uma dieta sadia e fazendo exercício com regularidade", recomenda Mercola, autor de numerosas publicações.

Para os fabricantes destes produtos, no entanto, o negócio segue vento em popa. Uma pesquisa realizada por Bevnet.com, um site na internet especializado em bebidas sem álcool, indica que o mercado das energéticas se aproxima a 1 bilhão de dólares e registra um crescimento anual médio de 30 por cento.

Desde o lançamento de "Red Bull" em 1997, surgiram umas 200 marcas, e com elas várias tendências e categorias, como as que incluem afrodisíacos, as dietéticas ou sem açúcar, as nutricionais e, para os mais aguerridos, as de garrafas de 500 mililitros.

Uma das linhas que mais chamam atenção é a dos célebres "raperios" Ice-T ("Liquid Ice"), Nelly ("Pimp Juice"), Lil Jon ("Crunk") e Russell Simmons ("Def Com 3"), que teve o esperado impacto comercial entre seus jovens seguidores.

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