O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, está sendo acionado na Justiça por causa de uma dívida trabalhista do clube com Ricardinho, atualmente no Vasco.
O atacante, que teve passagem pelo time alvinegro entre 2004 e 2005, cobra dois meses de salários, Fundo de Garantia (FGTS), férias, 13º, direito de arena e o pagamento da cláusula penal por descumprimento contratual por parte do clube.
A primeira audiência, segundo o advogado do jogador, Luiz Roberto Leven Siano, seria nesta segunda-feira, na 15ª Vara do Trabalho do Rio (TRT-RJ), mas foi adiada para 3 de outubro.
Ainda segundo Leven Siano, a inclusão de Bebeto de Freitas como réu se dá por uma razão de direito e outra de fato.
- A de direito porque o clube que não virou empresa, pondo em risco o patrimônio de dirigentes e sócios às dívidas - disse Siano.
- A de fato porque, no TRT-RJ, um ato da presidência criou uma fila de credores que está, na prática, impossibilitando os atletas de receberem seus créditos, mesmo quando há acordo - explicou o advogado.
Bebeto de Freitas é o quinto dirigente de um clube brasileiro a sentar no banco dos réus por causa de ação trabalhista envolvendo jogadores.
A 53ª Vara do mesmo Tribunal (TRT-RJ), segundo Leven Siano, já condenou os dirigentes do Vasco, Eurico Miranda e José Luiz Moreira, a pagar a dívida do atleta Edmundo.
Além deles, David Fishel e Roberto Horcades, ambos do Fluminense, já foram réus em processos semelhantes ao de Ricardinho.