A desnutrição entre os índios do Mato Grosso do sul fez a 12ª vítima, nesta terça-feira: um bebê prematuro de sete meses de vida. Vitória Acosta havia sido transferida dia 14 deste mês, de avião, de Dourados até Santa Casa de Campo Grande, a 220 km de distância.
Vitória foi a segunda criança indígena internada por problemas nutricionais no Hospital da Mulher a ser transferida para a Santa Casa de Campo Grande, depois que a Funasa levantou a suspeita de que crianças internadas naquele hospital estavam morrendo por causa de infecção hospitalar. O primeiro foi Alex Arce, de 8 meses, que chegou à capital um dia antes de Vitória. Ele continua internado na Santa Casa.
O Ministério da Saúde também antecipou a inauguração da pediatria do Hospital Universitário de Dourados, ocorrido no último dia 14.
A transferência da indiazinha nascida prematura foi uma operação arriscada e contra o tempo. Desde que nasceu, com pouco mais de um quilo, ela era mantida numa incubadora no Hospital da Mulher. Segundo a Funasa, o que teria motivado a transferência foi uma transfusão de sangue inadequada. Para fazer a transferência, a Funasa contratou uma empresa de táxi aéreo que teve que adaptar a aeronave para funcionar como uma UTI neonatal.