O Banco Central Europeu (BCE) deve manter inalterada sua taxa básica de juro nesta quinta-feira, após quatro meses de corte, mas os mercados financeiros estarão à procura de sinais sobre os futuros passos que deverão ser tomados pela autoridade monetária europeia para dar sustentação à economia da região. O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, descartou a chance de um novo corte da taxa agora em fevereiro depois da decisão tomada em janeiro, ao dizer que o próximo rendez-vous importante seria em março.
A instituição européia não alterou a facilidade marginal de crédito, usada para a concessão de créditos overnight por bancos centrais nacionais (em 5%), nem a facilidade de depósito, que remunera depósitos overnight em bancos centrais nacionais (em 3%). A maioria dos analistas tinha previsto que o BCE manteria as taxas de juros este mês porque a situação no mercado financeiro continua tensa e alguns indicadores apontam para uma desaceleração da economia da zona do euro.
Em setembro, o BCE considerou necessário reunir mais informações e analisar os novos dados econômicos da zona do euro após as turbulências dos mercados financeiros, segundo os especialistas do banco público alemão WestLB. Já que os dados conjunturais e de inflação publicados desde então e a evolução dos mercados financeiros oferecem argumentos tanto para subir como para descer as taxas, o BCE optou novamente por esperar.
Recorde
O Banco da Inglaterra cortou a taxa básica de juro novamente em 0,50 ponto percentual nesta quinta-feira, para novo patamar recorde de baixa de 1%, com o objetivo de tentar ajudar a economia britânica a sair da recessão por meio da retomada dos gastos dos consumidores e empresas. Com o novo corte, a taxa básica de juro britânica já foi reduzida por cinco meses consecutivos em um total de 4 pontos percentuais, reflexo dos efeitos da crise global de crédito que se arrasta por 18 meses.