Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

BCE mantém juros em piso histórico com medo da deflação no continente

Quinta, 09 de Janeiro de 2014 às 11:40, por: CdB
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O Banco Central Europeu (BCE) votou nesta quarta-feira para submeter os principais bancos da zona do euro
O Banco Central Europeu (BCE) manteve sua principal taxa de juros na mínima recorde de 0,25% nesta quinta-feira, abstendo-se de nova ação por enquanto avalia se precisa responder às leituras sobre o custo de vida fracas o suficiente para levantar preocupações com uma deflação. A decisão de deixar as taxas inalteradas, que era amplamente esperada, foi tomada apesar de notícias nesta semana de que a inflação na zona do euro desacelerou para 0,8% em dezembro, bem abaixo da meta do BCE de pouco abaixo de 2%. O BCE também deixou inalterada a taxa de depósito em zero e a de empréstimo em 0,75%. Diante do quadro, a atenção se voltou para a entrevista à imprensa do presidente do BCE, Mario Draghi, na qual ele explicou as razões por trás da decisão deste mês. Segundo Draghi, o BCE espera que a inflação permaneça baixa por algum tempo antes de avançar de volta à meta do banco. Ele afirmou que a expectativa para o médio e longo prazo é que a inflação continue "ancorada" à meta do BCE, de pouco menos de 2%. Draghi também ressaltou não haver mudança na visão do BCE de como a política monetária deve proceder. Analistas também procuravam qualquer indicação acerca dos instrumentos preferenciais do banco para manter as taxas de juros do mercado baixas, uma vez que começaram a subir conforme os bancos pagam os empréstimos do BCE, removendo o estímulo de liquidez do sistema. A recuperação econômica, embora fraca, tem avançado como o BCE esperava, dando a ele tempo para avaliar se a inflação vai acelerar. – Esperamos que o presidente Draghi continue a enfatizar que o BCE está pronto e apto para agir se for necessário. Também esperamos que o BCE diga que há uma série de instrumentos disponíveis, apesar de não esperarmos que eles destaquem qualquer um deles neste momento – disse o economista Nick Matthews, do Nomura. BC britânico Em meio às dificuldades do continente, o Banco da Inglaterra, banco central britânico, deixou a política monetária inalterada nesta quinta-feira, mantendo seu plano de deixar as taxas de juros na mínima recorde até que a rápida e surpreendente recuperação da Grã-Bretanha se estabeleça de modo mais firme. A Grã-Bretanha transitou de uma economia fraca para umas das líderes em termos de crescimento entre as maiores do mundo no ano passado. A economia está crescendo em ritmo de mais de 3% em termos anualizados, embora haja preocupações de que a recuperação pode mostrar-se insustentável, especialmente com o aumento de salários permanecendo fraco. O BC britânico informou em agosto que não irá cogitar a elevação das taxas até que o desemprego caia para 7%. Desde então, o desemprego mostrou redução muito mais rápida do que o BC esperava, levantando dúvidas sobre por quanto tempo pode evitar elevar as taxas. Mas a inflação também desacelerou para perto da meta de 2%, reduzindo a pressão sobre o BC. Na reunião de dois dias que terminou nesta quinta-feira, o Comitê de Política Monetária do BC manteve a taxa de juros em 0,5%, como era esperado por todos os economistas que participaram de pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters. O comitê também manteve seu programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras (US$ 618 bilhões), e não emitiu comunicado após o anúncio. A recuperação na economia da Grã-Bretanha contrasta com a situação na zona do euro, sua principal parceira comercial, onde o BCE deve usar a entrevista coletiva nesta quinta-feira para relembrar aos investidores que pode afrouxar a política ainda mais. O presidente do BC britânico, Mark Carney, tem buscado minimizar a especulação sobre um aumento das taxas em breve, destacando que a economia britânica permanece 2% menor do que antes da crise financeira, ao contrário de muitos outros países industrializados que agora são maiores do que em 2008.
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