Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

BCE estaria pronto para agir contra aumento de preços, diz executivo

O Banco Central Europeu está pronto para agir no combate a quaisquer ameaças à estabilidade de preços, disse o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, neste sábado segundo uma revista alemã. Em entrevista para a revista Focus, Trichet disse que o BCE, assim como o Federal Reserve, está determinado a manter a estabilidade dos preços. (Leia Mais)

Sábado, 23 de Janeiro de 2010 às 14:30, por: CdB

O Banco Central Europeu está pronto para agir no combate a quaisquer ameaças à estabilidade de preços, disse o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, neste sábado segundo uma revista alemã. Em entrevista para a revista Focus, Trichet disse que o BCE, assim como o Federal Reserve, está determinado a manter a estabilidade dos preços.

– Sempre tomamos as decisões necessárias para garantir a estabilidade dos preços no médio prazo: uma taxa de inflação abaixo, mas próxima, de 2%. É precisamente por causa dos desafios impostos pela estabilidade de preços que estamos prontos para agir em todos os momentos – afirmou.

O BCE manteve as taxas na baixa recorde de 1% neste mês e economistas não esperam que ela seja elevada até o final do ano. Trichet minimizou as preocupações de que a elevação das taxas de juros da zona do euro poderá levar a uma alta da moeda comum, caso não sejam tomadas medidas semelhantes pelo Fed. Ele afirmou que confia no apoio dos Estados Unidos a um dólar forte.

– Estou convencido que as autoridades dos EUA – tanto o Banco Central quanto o Tesouro – consideram que um dólar forte contra outras grandes moedas flutuantes é do interesse dos Estados Unidos – disse.

O chairman do Fed, Ben Bernanke, e o secretário de Tesouro dos EUA, Tim Geithner, "sabem que a perda de credibilidade monetária seria prejudicial", disse Trichet.

Encontro

Trichet é um dos convidados para o encontro do G20, grupo das nações desenvolvidas e emergentes, em maio, na Alemanha, para discutir a regulação dos mercados financeiros, como adiantou a revista alemã Der Spiegel, em sua edição deste sábado. A meta é acelerar a coordenação dentro do grupo, informou a revista, acrescentando que a Alemanha quer impedir que ministros das Finanças, membros dos Bancos Centrais e especialistas dos países do G20 ajam unilateralmente.

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